JULGAMENTO EM AÇÃO

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Por Alessio Canonice – alessio.canonice@bol.com.br

O Brasil vive um julgamento dos mais polêmicos, comentado em todo o território Nacional e que vem chamando a atenção da imprensa internacional, à vista de uma situação, onde não se tem uma previsão do que poderá ocorrer ao final do julgamento e que se estende desde terça-feira última.
Alguns defendem a tese de que é iminentemente político, constituído de manobras políticas; outros, afinal, desejam um julgamento justo, diante das denúncias apuradas e que comprometem a imagem do presidente da República.
Ressalte-se que o próprio presidente do Tribunal Superior Eleitoral Gilmar Mendes foi muito claro ao afirmar que não compete ao TSE, resolver ou interferir em uma crise política.
Pelo menos de momento não se sabe se o presidente Temer reúne condições para levar avante a administração, muito menos se conseguirá manter-se em sua função por mais dias, semanas ou meses, diante de um cenário que o compromete e toma dimensão a cada dia que se sucede.
Vale acrescentar nesta oportunidade o fato de que a Lava Jato é forte e apoiada pela grande maioria da população, além da sua eficiência com a qual vem assumindo este papel desde o dia em que surgiu, no sentido amplo e exclusivo de moralizar certos hábitos que se infiltram na política e que em certas situações mexem com o dinheiro público.
Entendemos ser a condição necessária com que atua a Lava Jato, mas não o suficiente para reduzir a corrupção no país, tendo em vista novos fatos que surgem e que mancham os bons princípios de uma política voltada unicamente aos interesses do povo e das realizações em prol do desenvolvimento de que tanto clama a Nação.
O atual presidente da República insiste na permanência do Palácio do Planalto, disposto a terminar seu mandato em 2.018, porém, não se sabe se terá o respaldo do Congresso Nacional, além de possíveis manifestações de ruas da forma com que já estão acontecendo com duas palavras que se verificam em panfletos: “FORA TEMER”, uma exigência dos manifestantes, mas que não se constitui em força para o afastamento do presidente da República.
Nesta última quarta-feira o presidente participou do lançamento do Plano Agrícola 2.018 com quatro ministros e mais cinquenta parlamentares, além dos representantes do setor, Temer falou que o momento é de otimismo, indo mais além, dizendo a deputados e senadores, que vocês dão uma injeção de ânimo no nosso país e é com esta revitalização que vamos conduzir o governo até 31 de dezembro de 2.018.
Por outro lado, apesar desse otimismo de Michel Temer, Marcelo Odebrecht diz em seu depoimento que doou 150 milhões em caixa 2 para campanha de Dilma/Temer, o que vem comprovar a situação difícil de uma saída triunfante do presidente, à vista desse depoimento e de outras denúncias trazidas pela imagem da televisão e da própria mídia.
Saliente-se que o principal argumento da defesa da ex-presidente Dilma Rousseff e dos advogados de Temer é que são fatos novos e que por isso sejam excluídos, mas o relator votou pela rejeição dos questionamento feitos pela defesa.
Tem-se a impressão de que já está desenhada uma batalha jurídica, porém, achamos que irá depender do raciocínio dos ministros que conduzem este tão importante julgamento e, quanto ao veredicto, que todos estão à espera, que seja um julgamento justo, aplicando-se a lei de uma forma justa e compatível com a realidade dos fatos.

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