É namorando, que se conhece

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É namorando que se conhece! Mentira, verdade ou depende? É, essa questão traz muita reflexão a todos aqueles que estão em fase de namoro, noivado, prestes ao casamento, prontos à junção definitiva de vidas.
Tem pessoas que namoram meses, e vivem casados até a separação em função da morte, por outro lado existem aquelas que namoram quatro, cinco, sete, nove, onze anos e quando se casam, vivem a séria aventura do matrimônio apenas meses ou até mesmo dias, isso quando chegam a casar, pois há também aquelas que namoram e noivam todo esse tempo, trazendo como resultado uma separação dolorosa e tardia, já que ambos somente desperdiçaram tempo em suas vidas, não chegando ao esperado sonho.
Mas realmente é possível conhecer alguém, na fase de namoro ou noivado? Diríamos que é quase impossível, pois as pessoas escondem sempre o seu último grauzinho de personalidade, aquela revelação que poderia de uma forma ou de outra “espantar” o grande amor de sua vida e por isso escondem, procurando trancá – la à sete chaves, e revelando – a infelizmente no casamento, certamente com o pensamento de que tudo está assegurado e portanto isso seria pequeno demais para destruir o matrimônio. Um grande engano, porque uma faceta negativa da personalidade vindo à tona, poderá jogar tudo por água abaixo.
E como agir no namoro e noivado, para que o casamento não seja um mar de descobertas desagradáveis? A resposta é simples. Deve – se agir como se já estivesse vivendo o matrimônio, uma espécie de treinamento, uma forte preparação para suportar os perpétuos anos de vivência a dois. Agindo assim, os namorados ou noivos em geral, poderão descobrirem outro fator, falo do verdadeiro amor, porque se em uma fase de descoberta, conhecimento, os mesmos apesar das divergências inevitáveis que irão aparecer, partirem com convicção rumo ao casamento, pode – se afirmar que o amor que sentem um pelo outro é mais do que real, é simplesmente inabalável.
E o fator sexo? Será que ocorrendo antes do casamento, pode vir a atrapalhar, esfriando a atração, o desejo e principalmente o amor? Esse ponto traz também muita discussão. Nos tempos passados independentemente de religião, contam os mais velhos que jamais poderia uma moça ser tocada de modo mais “caliente” por um rapaz, se isso ocorria, o matrimônio era questão de honra para a família da jovem e tinha que acontecer o mais breve possível. Além do que, os namoros daquela época mais precisamente até os anos oitenta, eram monitorados pelos pais da moça e beijos na boca não existiam de forma alguma, o horário também era bem escasso e rígido. Isso deu resultado?
Muitos casamentos que ainda permanecem firmes, são oriundos dessa época, desse regime rígido de conhecimento pré – matrimônio. A questão do sexo antecipado, pode ser que realmente atrapalhe. Nos dias atuais os namoros são longos e sem objetivos algum, já que o envolvimento sexual faz parte dos mesmos, portanto não existe aquela pressa para se casar, além do que um baú de mães solteiras vivem a lamentarem o que fizeram.
Todavia, esse fator é relativo e depende. Há casais de namorados e noivos, que praticam sexo e se amam cada dia mais, esperando ansiosos o dia em que casarão – se.
Na verdade o importante dessa fase em que todo ser humano que ainda não viveu, deseja viver, é que seja uma passagem agradável, uma preparação tranqüila e sadia para o casamento. Fazer do namoro uma base firme de conhecimento alheio, é algo inteligente que poderá evitar choros futuros e inevitáveis oriundos de um matrimônio infeliz.

Autor: Douglas S. Nogueira
Técnico de Manutenção e Integrante das Associações Literárias de Santa Bárbara e Piracicaba – ACIBEL e CLIP
Blog: www.douglassnogueira.blogspot.com
E-mail: douglas_snogueira@yahoo.com.br

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