SAÍDA PELA DEMOCRACIA: DIRETAS JÁ!

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Nem mesmo os grandes roteiristas hollywoodianos jamais imaginaram um roteiro tão meticuloso e imaginativo como a atual crise brasileira. Nenhuma análise balizada dura mais do que 24 horas devido aos acontecimentos da dinâmica que se engendra os eventos protagonizados pelos agentes políticos.
Episódio inconteste é que o nosso sistema apodreceu, esgarçou e expurgou. Ninguém escapa e todos os partidos, indistintamente de sua ideologia, estão envolvidos no lodo pantanoso de nosso preceito do exercício do poder.
Conjecturamos hoje, absurdamente, quem é menos ladrão, ou incongruentemente qual é o meu corrupto preferido, num debate acéfalo de valores de honestidade, retidão, honra. Nem mesmo um projeto nacional de desenvolvimento temos.
Todavia, em meio ao terremoto, há ainda personagens toscos que se acham no direito legítimo de apartar a sociedade das decisões impreteríveis dos rumos do país, num momento de desesperança como vivenciamos.
Fato concreto em meio aos acontecimentos é que o presidente ilegítimo perdeu qualquer prerrogativa moral e ética de continuar no comando do Brasil. Não há a menor possibilidade de o Brasil coexistir com Michel Temer e sua trupe.
A única saída plausível desta situação vexatória é chamarmos a soberania popular para ajudar neste momento complexo, ou seja, Diretas Já!
Qualquer remendo ou articulação que não tenha a legitimidade popular não logrará êxito para prosseguir, porquanto com as estruturas corroídas por corrupção e de desconfianças, não há vindouro que se sustente.
De direito, o atual Congresso Nacional segundo os preceitos constitucionais, pode eleger o próximo presidente por votação indireta; há dispositivo para isso, como também há, dentre o poder derivado, de se emendar a Constituição e chamarmos novas eleições diretas.
Embora tenhamos um congresso nacional de corruptos, onde a sociedade brasileira foi inexoravelmente atraiçoada e comercializada por interesses comerciais de grandes empresas, é urgente fazermos pressão para aprovação de uma emenda que essa eleição, assim como uma profunda reforma em nosso sistema político, causador fátuo da chaga corruptiva que contaminou nossas instituições.
Cultuar o rouba, mas faz, do jeitinho, e da lei de Gerson não são mais compatíveis com um país tão desigual como o nosso.
É imperioso que a sociedade, independente de suas idéias políticas ou preferência ideológica, una-se em uma só palavra de ordem: Diretas já! e que a maioria do povo Brasileiro decida os destinos da nação.

Henrique Matthiesen
Bacharel em Direito
Jornalista

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