Livro faz um libelo contra a escravidão

O romance Senzala de Pedra destaca um tema que continua atual: a escravidão. É a história de muitas vidas que se cruzam numa São Paulo provinciana e pitoresca, ainda em formação

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O livro Senzala de Pedra já se encontra à venda na livrariua acima citada e também pela internet

O escritor Nelson Alquezare Román acaba de lançar o seu quarto livro, pela Editora Livrus, intitulado Senzala de Pedra.
Trata-se de um romance ambientado na Vila de São Paulo e adjacências, no início da  segunda metade do século 19. Em sua nova obra, o escritor tem como foco a cidade de São Paulo, ainda em formação, e os trabalhadores negros escravos que vinham da África para trabalhar nas lavouras de café.
Depois de ter como tema em um de seus livros os ciganos da Espanha, povo discriminado e perseguido, Nelson Román quis por em evidência a escravidão, tema que continua atualíssimo. A escravidão é uma das práticas mais abjetas na história da humanidade e acontece ainda nos dias de hoje das mais variadas maneiras.
Infelizmente, a escravidão sempre existiu e continua existindo, como uma mancha nas civilizações. Daí a importância de uma obra como Senzala de Pedra, na qual o autor, Nelson Alquezare Roman, traz à luz fatos desconhecidos da história do Brasil. Pouca gente sabe, por exemplo, que a Igreja Católica era dona de escravos africanos e deles fazia uso em seus mosteiros e fazendas.
O tema continua atual, tanto que filmes recentes de Hollywood, como 12 Anos de Escravidão, Django Livre e outros o abordam em seus roteiros. A diretora Daniela Thomas também fez um filme sobre a escravidão, Vazante, apresentado no festival de Berlim deste ano.  Nelson Román explica que quis falar sobre a escravidão dos negros no Brasil para lembrar todo o sofrimento, violência e injustiças que esses seres humanos sofreram num longo período da colonização do país.
“Os negros foram privados da sua liberdade e de se expressarem conforme suas crenças religiosas e culturais. É importante que as novas gerações, especialmente as dos afro-descendentes, saibam o que aconteceu e despertem para os valores de  liberdade, igualdade e fraternidade que sempre devem ser lembrados e praticados”, esclarece.
O escritor nos mostra, detalhadamente, a odisseia de escravos negros trazidos da África para trabalhar nas fazendas de café da Vila de São Paulo e outras próximas. As condições desumanas com que são tratados se mesclam com as paisagens deslumbrantes de uma terra tropical, selvagem, exótica e de natureza exuberante. A subida dos magotes de escravos pela Serra do Mar é uma das mais belas e atrozes descrições já feitas em livro.
Nelson Alquezare Román vai além ao nos mostrar uma São Paulo bucólica e desconhecida, com um porto na região da atual rua 25 de Março, onde atracavam barcos que singravam o rio Tamanduateí com cargas e passageiros.
Nessa vila e nas fazendas vizinhas, o destino trama a sua teia. O autor pinta com habilidade um rico painel humano com personagens cujas vidas se cruzam em situações inesperadas. Seria o acaso? A predestinação? Ou a fatalidade? Estas são as perguntas que nos fazemos ao acompanhar a história de cada um deles, para, no final, compreendermos que existe algo maior que os guia.
O livro Senzala de Pedra pode ser encontrado na Livraria Martins Fontes, ou ser adquirido pela internet nas versões impressa e digital.
São estes os links: amazon – https://www.amazon.com.br/s/?url=search-alias%3Daps&field-keywords=9788583602347.

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