CEM ANOS DE FÁTIMA

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Ana Lucia Missaglia Guarnieri
Pois é… No Mês de Maio, das Noivas, das Mães e de Maria, o mundo católico (e não católico) comemorou, dia 13 p.p., os 100 anos das aparições de Nossa Senhora de Fátima aos pastorzinhos, Francisco, Jacinta e Lúcia, na presença de mais de 500 milhões de pessoas, vindas de 55 países, a Fátima (Portugal) multiplicadas por outros tantos adeptos das redes sociais e mais… O céu se uniu em festa aos peregrinos da terra, que buscam pela vida ou pela beleza da vida.
“ A 13 de Maio…/ Na Cova da Iria/ No céu aparece/ A Virgem Maria” …
Lá esteve Papa Francisco com palavras santas e sábias para comemorar não só o milagre das aparições que culminou com o movimento solar, deslocando-se até a terra, evocando o Cântico de Salomão, dirigido à Mãe de Jesus – “Quem é Esta que avança como a aurora, formosa como a lua, brilhante como o sol, temível como um exército em ordem de batalha?” (Sl. 2: 2,3; 6,10) — mas, também, para canonizar, declarar santos, os irmãos pastorzinhos, Francisco Marto e Jacinta Marto, que se comunicavam com Maria SS. e alimentavam-se do Seu Poder e Beleza.
O Bispo de Leiria que manifestou tantos agradecimentos pela Presença de S.S., Papa Francisco, leu pequena biografia sobre os irmãozinhos, em que citou as datas de nascimento dos pequenos: Francisco, 11 de junho de 1908 e Jacinta, 11 de março de 1910, resumidamente dizendo que levaram vida normal e que a menina morreu sozinha, enquanto Pe. Renato, assistente simultâneo, do lado de cá das redes sociais, comentava que a Ciência reconhece e confirma como exemplares a vida de pureza e de fé autêntica que levaram as crianças à santidade bem como os fenômenos sobrenaturais que marcaram as aparições da Virgem Maria em Fátima.
A Postuladora da Causa de Canonização de Francisco e Jacinta Marto, Ângela de Fátima Coelho, lembrou que o início do século XX, que marcou historicamente os encontros dos pastorzinhos com Maria SS. foi bastante conturbado e cita Papa São João Paulo II, que os beatificou em plena luz: “A Igreja quer colocar sobre o candelabro estas duas candeias que Deus acendeu para alumiar a humanidade em suas horas sombrias e inquietas”.
Horas sombrias e inquietas que não foram citadas durante a cerimônia única, maravilhosa e alegre, que deu ao mundo “dois Anjos” em defesa de tudo que é bom e digno, pois foram em vida cruelmente torturados pela incredulidade dos que os julgavam como insanos. (Francisco faleceu aos 10 anos e Jacinta, aos 8).
Lúcia, a “terceira” vidente, mais velha, que faleceu em 2005, e aguarda sua futura canonização, provou com fatos históricos da última guerra as revelações e os segredos de Nossa Senhora de Fátima a ela confiados.
Não foi sem razão que Papa Francisco, numa de suas homilias que antecederam a canonização de Francisco e de Jacinta, disse que estamos vivendo a “última guerra” aos pedaços. Criancinhas são jogadas no lixo, outras são deformadas pela maldade dos covardes, pois, para esses, as crianças não tem como se defender, e o roubo do dinheiro público, para o que não tem mais limites, aumentou as doenças e a fome como fato mais degradante do mundo. Além de qualquer tipo de violência esquinal ou telepática, ainda!
Foi nos USA (onde também se matam crianças) que surgiu aquela canção: WHERE IS THE LOVE?– Onde está o Amor, meu Deus, senão no coração de cada um de nós? De cada ser humano que tem fome e sede de justiça?
Na homilia de despedida, o Papa exclamou, com emoção e autoridade, por três vezes: ‘TEMOS MÃE” ! Esquecendo-se de que fora eleito sob a proclamação : HABEMUS PAPAM (Temos Papa) deu lugar ao HABEMUS MATER (Temos Mãe), o que revela que nem tudo está perdido, deixando para trás aquela citação do Talmud, onde o homem agradece a Deus por não o ter feito mulher, deixando claro que a renovação dos tempos já começou (Aleluia!) onde o homem e a mulher são imagem e semelhança de Deus e a Mulher é amada por Cristo a partir da Sua Mãe: “Quem é Esta que avança como a aurora, formosa como a lua, pura como o sol, temível como um exército em campo de batalha?” (Sl. 2,2-3; 6,10)
E, nesta luz, temos dois pequenos santos a interceder por nós: Francisco Marto e Jacinta Marto, filhos de Maria, irmãos de Jesus, o fruto bendito do Seu Ventre, prenúncio da vida em abundância e da civilização do amor, onde os justos verão proclamados seus nomes, como na cerimônia histórica dos Cem Anos de Fátima. Mais uma vez, o céu desceu à terra, descobrindo e louvando o Amor e a Beleza do Senhor Misericordioso (que espera pela nossa misericórdia) de cuja harmonia o universo é feito.

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