A desvalorizada mãe

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Ser mãe é algo grandioso, um verdadeiro privilégio. Mas, qual o valor que damos à essas mulheres? Será que mostramos à elas, o tamanho da importância em nossas vidas? Pois através das mesmas, respiramos vida.
Nosso país é um verdadeiro exemplo para o mundo, no que diz respeito a imagem, mãe. Aqui encontramos mulheres com a tarja mãe, lutando sol a sol, dia a dia, noite a noite pela sobrevivência de seus filhos, de sua família num contexto geral.
Tais lutas aqui descritas, não são simples batalhas, já que levantar de madrugada pronta a atender as necessidades do marido e principalmente dos filhos, carregar latas d´ água em pleno sol do meio dia maltratando sua cabeça e o resto de seu corpo ou mesmo varrer toda a imundice de uma cidade em busca do sustento familiar, são guerras ardentes que somente o poderio mãe ajuda a vencer.
O brilho no olhar, o afeto que demonstram e o amor que exalam são simplesmente inexplicáveis. É difícil, muito difícil olhar para o coração de uma mãe e não ver dentro dele o doce amor por seus filhos.
O poder de ser mãe rege em muitas magias, como por exemplo, a capacidade incrível de dar tudo de si, tudo o que tem, seu último respirar, para assim manter vivo seu filho. Esse fato, é algo mais do que comum, pois quantas mães morreram, partiram em tristonhos e serenos leitos, na doce missão de salvar os mesmos? Casos como daquela mulher, que na ânsia de salvar seu filho recebeu a ardente facada vinda de um bandido qualquer ou aquela que no ímpeto de salvar a vida de sua criança atropelada foi.
Nunca conseguiremos valorizarmos cem por cento uma mãe, já que suas obras são de uma imensidão infinita. Agem de uma forma incondicional, maneira inexplicável de amar e proteger.
Dentro de seus corações, o único morador é o amor, por mais pisada, escorraçada, maltratada e desvalorizada que sejam, retribuem todo esse desafeto com a divindade do afeto materno.
Quando Deus deu a mulher tal magia de gerar vidas, sabia ele que através da mesma construiria uma cadeia de gerações.
Ser mãe é ser protetora, é estar vinte e quatro horas com o pensamento voltado ao bem estar do filho. A tristeza é profunda no coração materno, quando por falta de condições, deixa de proporcionar esse bem – estar à suas proles.
Quando uma mãe falece é como se perdêssemos parte de nosso calor, ficamos então desprotegidos, descuidados e sem o apoio incondicional dessa maravilhosa mulher. As cenas que se vêem em velórios por aí, nada mais são que filhos muita das vezes arrependidos até o último fio de cabelo, por aquela palavra ou ato que lançou contra sua mãe, hoje por infelicidade do destino morta e sem a ação amorosa de dar o perdão com seus lábios.
Muitas madrastas acabam por se tornando mães de verdade, pois para ser uma é preciso proteger e amar, e tais mulheres demonstram esse sentimento e agem com o máximo de proteção para com seus enteados, ou seja, fazem o papel exemplar materno, ao contrário do que muitos pensam sobre elas.
Abraçar sua mãe é como pingar uma gota de água no oceano, pois nosso amor comparado ao dela é pequeno demais. Aquele filho que não a valoriza, que não a reconhece, vive a amargura da ingratidão e consequentemente num futuro bem próximo, viverá sem piedade a cadeia do remorso.
Só existe então uma maneira de valorizá-la, que seria vivermos cada instante refletindo sobre as ações dessas mulheres divinas para conosco filhos e se ainda tivermos a oportunidade de dizer o quanto a amamos, que corramos então, pois assim estaremos evitando a chegada do amanhã doloroso.

Autor: Douglas S. Nogueira
Técnico de Manutenção e integrante das associações literárias de Santa Bárbara e Piracicaba – ACIBEL e CLIP
Blog: www.douglassnogueira.blogspot.com
E-mail: douglas_snogueira@yahoo.com.br

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