Discursos, discursos apenas

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Por: Eduardo Sócrates Bergamaschi

Recentemente, em release enviado à mídia local, o presidente da Câmara, André Godoy disse textualmente: “Rio Claro vive um novo momento, com pessoas de coragem e imbuídas em fazer o que é preciso, de forma clara e transparente”.
Como discurso está ótimo, já que é o que a população de Rio Claro, CONTINUA esperando que aconteça.
Estamos esperando que façam o que ninguém fez, mas até o momento a população tem visto apenas repetições do que acontece com todas as administrações que assumem o município. E como justificativas por não se fazer o que é preciso, só ouvem que a culpa é da administração anterior que deixou um caos nas contas da prefeitura. Incrível, como este discurso não muda nunca.
É certo que um pouco mais de cem dias é um prazo muito pequeno para se julgar ou se prever o que poderá acontecer no futuro. Porém, a não ser que a atual administração dê uma guinada de 180º, nada mudará na nossa Cidade Azul.
Como sempre aconteceu em administrações anteriores, reuniões diversas são realizadas com a Santa Casa de Misericórdia e nada de concreto é feito para melhorar o atendimento na saúde de Rio Claro.
Atualmente a única diferença entre esta última reunião com a Santa Casa e as anteriores, realizadas em outros governos, foi a participação da Delegacia Regional de Saúde, já que nunca, em tempo algum, a DRS se mostrou interessada nos problemas da saúde local.
O atual prefeito, João Teixeira Junior, diz que manterá o diálogo com a entidade filantrópica com o único compromisso de ampliar os serviços de saúde aos que precisam. Mas, manter diálogo não vai resolver nada, enquanto não se CONCRETIZAR AÇÕES para melhorias no atendimento médico naquela instituição de saúde. Um dos pontos concretos necessários é o COMPROMETIMENTO de que aquela instituição receberá religiosamente o dinheiro pelo pagamento de seus serviços, coisa que não vem acontecendo a cada governo que por aqui passa, isto há mais de 20 anos.
Na realidade, o povo rio-clarense está cheio de discursos vazios, promessas não cumpridas e de falta de leito na Santa Casa, quando se precisa.
A Fundação Municipal de Saúde sempre foi um saco sem fundo. Quanto mais dinheiro se coloca lá dentro, mais é preciso colocar, o que dá a entender que o problema é a falta de gestão, para não dizer outra coisa.
Como estamos vivendo o advento da Lava Jato, onde promotores do Brasil inteiro estão tomando coragem ao investigar e punir administradores públicos e políticos desonestos, este seria o momento ideal para que o dinheiro destinado à saúde fosse suficiente para se manter um serviço razoavelmente bom, no mínimo isto…
E que os deuses da honestidade bafejem nossos administradores e que TODOS tenham um hospital no momento que necessitarem…

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