TERCEIRIZAÇÃO, VANTAGENS OU DESVANTAGENS?

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Por Alessio Canonice – alessio.canonice@bol.com.br

Um dos assuntos mais comentados do momento se prende à situação que envolve a tão falada terceirização e que vem despertando a atenção de toda a comunidade brasileira sobre as vantagens ou não desse projeto de lei, que vem como inovação do sistema trabalhista.
Em assim sendo, o projeto de terceirização sancionado pelo presidente Michel Temer na semana passada e a minirreforma trabalhista, que tramita no Congresso Nacional vão gerar mais empregos e melhorar a renda do brasileiro, disse o ministro da Fazenda Henrique Meirelles nesta última terça-feira, dia 4 do corrente.
Importante ressaltar que, à vista de uma platéia de investidores em evento realizado pelo Bradesco, Meirelles usou dados do mercado de trabalho alemão como exemplo, após implementar mudanças com o fim do piso salarial e a redução do seguro-desemprego, o número de vagas sobretudo em tempo integral e a renda do trabalhador poderão se elevar, disse o ministro de uma forma convicta.
De outro lado, críticos da flexibilização das leis que vêm sendo promovidas pelo governo, afirmaram que a liberação da terceirização de todas a atividades e a possibilidade de prevalência do acordo sobre o legislado em negociações trabalhistas vão piorar as condições de emprego no Brasil.
Essas mudanças, junto com a reforma da Previdência, foram alvos de protesto na última sexta-feira, dia 31 de março. Manifestantes ligados a partidos e movimentos de esquerda se concentraram em diversas capitais contra o que vem sendo proposto, deixando a CLT de lado e as regras atuais da Previdência, manifestações deverão ocorrer por força dos representantes da classe trabalhadora.
O ministro afirma que o debate é positivo, pois é um direito líquido, cristalino e que faz parte da democracia. Nessas condições, estamos trabalhando em uma divulgação intensa para mostrar a necessidade das reformas e seus efeitos positivos, quando questionado sobre a posição do governo em relação aos atos.
Evidente que o esclarecimento de uma forma abrangente é necessário, para que as dúvidas sejam dissipadas com transparência, para que a credibilidade seja um dos pontos primordiais.
O ministro voltou a defender uma expectativa de crescimento do PIB de 2,7% no último trimestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado, porém, resta saber se esse percentual permaneça, à vista de uma crise que ainda assola o país de ponta a ponta.
Na sequência da fala de Meirelles, a retomada do crescimento econômico e a aprovação das reformas propostas pelo governo podem fazer com que o PIB seja potencial com aumento de 3,5%, além de 4% em dez anos e, sem as reformas, tal crescimento acaba se reduzindo em 2,3%, um fato que nem todos possam dar aval a essas palavras do ministro.
É claro que a evolução vem, a passos lentos, mas vem, porém, no tocante às reformas, não ganharam o respaldo e o apoio irrestrito de uma boa parte da população, notadamente dos trabalhadores, que vêm sendo criticadas pela Cut, porque ela defende com unhas e dentes o trabalhador em todas os aspectos de garantia que ele tem direito.
O Sr. ministro da Fazenda tem por obrigação de estar do lado do governo, já que este cargo lhe foi confiado com o intuito de um desempenho a contento, que satisfaça a máquina administrativa do Poder Central e nem poderia ser diferente.
Resta aguardar, entretanto, quais os efeitos que poderão produzir a terceirização em prol da massa trabalhadora.

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