MOMENTO DE DECISÃO

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Por Geraldo J. Costa Jr.
As instituições são boas, necessárias e devem existir, o problema é que atualmente as pessoas que as integram e as dirigem, em sua maioria, não estão à altura delas. O resultado é que o povo brasileiro, a quem de direito pertencem as instituições, não pode mais confiar na Presidência da República, no Senado Federal, na Câmara dos Deputados, no Supremo Tribunal Federal, nos Tribunais de Contas, nem mesmo nos prefeitos e vereadores que elege.
Há uma crise moral generalizada, onde prevalece o interesse próprio, o egoísmo, a disputa de poder entre a maioria das pessoas que integram e dirigem as instituições.
Para onde caminhamos enquanto país, enquanto nação? Essa é a pergunta que se faz no momento sem que haja nenhuma possibilidade de se vislumbrar resposta que faça reacender nossas esperanças. De nossa parte, não basta atribuir culpas e exigir punições. É preciso que assumamos enquanto eleitores e cidadãos livres a nossa parcela de responsabilidade, que é imensa. E nos debrucemos a exercer o nosso direito de operar mudanças.
Da mesma forma, é preciso também reavaliar nossas ações, amadurecermos como cidadãos, para mudarmos nossos hábitos, pensarmos mais e melhor, antes de decidirmos. Entender vez por todas que, se eles nos representam, nosso destino está em nossas mãos. Quantos entre nós já leu a Constituição Federal, nem digo toda ela, bastaria o parágrafo único do artigo 1º. o qual estabelece: Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos da Constituição.
Não terá chegado o momento de exercermos esse direito diretamente, já que aqueles dentre nós, escolhidos por nós, para nos representar, demonstram-se indignos de nossa confiança e preocupados apenas com seus interesses? Esta é uma reflexão possível e necessária, considerando o momento em que vivemos.
A outra, mais profunda e que demanda maiores esforços é, será que a democracia não necessita de um aperfeiçoamento? Porque todos os benefícios que ela, em tese, nos proporcionaria, não ultrapassam em sua maioria, o campo das hipóteses. Porque nós, brasileiros, não aproveitamos esse momento dramático do país, para nos debruçarmos sobre essas reflexões e trabalharmos para, através delas, encontrarmos um novo caminho? Uma nova forma de governar e de se fazer representar? Acaso não seríamos suficientemente capazes para isso?
O colaborador é escritor
jcostajr2009@gmail.com

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