SÃO JOSÉ

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Ana Lucia Missaglia Guarnieri
NON SCHOLAE SED VITAE ( premiar atos da vida e não apenas da escola).
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“Que é o homem senão um anseio que almeja as estrelas? Meu Filho é um anseio. Ele é todos nós em nosso anseio pelas estrelas” (Gibran Khalil Gibran sobre Maria, Mãe de Jesus).
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O Evangelho de Domingo (19/03/2017) nos traz a mensagem de Jesus conversando com a Samaritana à beira do poço da região de Samaria.
Vencendo preconceitos ( entre judeus e samaritanos, sobretudo, da MULHER samaritana na mira dos Apóstolos encantados com o diálogo do Senhor com ela) Cristo se revela como Fonte de água viva de que, uma vez provada, jamais sentir-se-á sede por outra bebida qualquer. Como Papa Francisco a recordar, em bom Italiano, da sacada da Casa de Santa Marta a uma multidão: SONO IO, CHE PARLO CON TE (João, 4, 5-42 – Sou Eu, que falo contigo). Ou o Próprio Amor feito Homem a corresponder com a informação da Samaritana de que Ele “vai nos fazer conhecer todas as coisas”, inclusive, sobre seus 5 “maridos” (além do último homem) olhando-a, porém, com tal respeito, que ela se tornou uma comunicadora da sua graça.
E São José, cujo dia se comemora em 19 de Março, tem muito a ver com o Evangelho de Domingo. – Como? –Por quê?
Em primeiro lugar, São José é conhecido como o Justo. Sua atitude ao saber de Maria grávida, sem casar-se, foi sair da dúvida, pela fé, (o Anjo falara com ele em sonho) e acolhê-la, protegê-la, tornando-se pai adotivo de Seu Filho, não permitindo que ela fosse apedrejada por adultério, conforme prescrevia a lei. Em segundo lugar, São José foi o escolhido por Deus para ser parte ativa do Mistério do Nascimento do Mediador entre o Pai e os homens pelo SIM de Maria – “Faça-se em Mim segundo a Vossa Palavra” – tornando-se o Patrono da Igreja universal com a dignidade da sua permissão para que o Reino de Deus triunfe sobre a Terra.
Como pai adotivo de Jesus, São José toca de perto não só os pais que dão a vida, mas cuidam do crescimento, da educação dos filhos.
-Hoje, como estarão os pais de 1,4 bilhão de crianças, condenadas a morrer de fome, neste ano, na Nigéria, Sudão do Sul, Somália e Iêmen, conforme divulgação do UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância, 20/02/2017)?
Se essa morte é resultado da injustiça (– até que ponto se permite a morte social?) angustiando pais e filhos, como refletirão todas as fomes, destruições maldosas, abandonos impiedosos, no Meio da SS. Trindade Divina? Faltam quantos dias para que se passe aos robôs a tarefa dos humanos? Apesar do Apocalipse “estar na fita” e responder a tudo isto, evitam-se suas informações, embora, dia por dia, se tope com a cruz e se ore para que “venha a nós o Vosso Reino” de Amor, de Justiça e de Paz.
Na Ladainha de São José, composta pelo Papa Pio X, São José é aclamado como “ilustre filho de David, luz dos Patriarcas, Esposo da Mãe do Filho de Deus, Chefe da Sagrada Família”, além de receber, acrescentado a seu nome – José – o grau do superlativo absoluto sintético de adjetivos como: “justíssimo, castíssimo, prudentíssimo, fortíssimo, obedientíssimo, fidelíssimo”, refletindo o estereótipo da sua beleza como: “espelho da paciência, modelo dos trabalhadores, Honra da vida de famílias, terror dos demônios”.
Agora, como disse a educadora Matilde Pettine, propulsora do princípio de que “é necessário premiar atos de vida e não apenas de escola, é fundamental ajudar uns aos outros, seguindo os ensinamentos e exemplos deixados pelo HOMEM DE NAZARÉ , mudando o panorama e atmosfera do ambiente que os cerca, purificando-o com BONS EXEMPLOS”, como os de Maria SS., como as notícias das pessoas transformadas, senão pela comunicação da Samaritana, mas, pela própria autoridade do Cristo, filho adotivo de São José, o Justo, diante de Deus e dos homens, por isso o escolhido a participar, de modo único, da fundação histórica e eterna do seu reino de Amor sobre a Terra.
São José é o protótipo do adorador de Deus: “Tal é o culto que o Pai procura – manifestou Jesus. Deus é Espírito, e os que lhe prestam culto haverão de fazê-lo em espírito e de verdade”.(Jo.4,25).

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