C F – 2017

202

Ana Lucia Missaglia Guarnieri
Tema –“ Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”. – Lema: “ Cultivar e guardar a criação”(Gn. 2,15).(O tema é para a “redação” e o lema é para praticar todo dia).
**********************************
“Minha tia me dizia que um grupo de religiosos do seu tempo apostava que havia dois Jesus: o filho de José, que foi morto, e um que veio do Alto e não se sabe se nos deixou de foguete. Então eu dizia para ela: Não, são três… Para bater com a SS. Trindade.”( WHATS´APP, 28/2/2017).
***********************************
Diretamente da Basílica de Aparecida, na quarta-feira de cinzas deste ano, uma exposição das principais espécies da fauna de cada região brasileira – Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste-foi feita, antes da Missa, dando ênfase aos BIOMAS (terminologia de 1916) em que ora são mais destacados os animais, ora os tipos de vegetação, de acordo com clima, altitude, latitude de cada lugar, lembrados no tema da Campanha da Fraternidade, como elo entre Homem, a Natureza e a Vida.
Durante a Missa, Dom Orlando Brandes, sintetizador das causas difíceis, já foi logo dizendo que “esses animais ou já foram extintos ou estão em extinção e a motosserra está pronta para derrubar as árvores”. E salientou que Papa Francisco pede o cuidado por uma Igreja não mundanizada, pois tudo começou com o primeiro grão de trigo. Como prática do lema da CF, por exemplo, Dom Orlando aconselhou a não jogar garrafa PET pelas ruas.
O Papa pede por uma Igreja não mundanizada. – De quanto tempo data isso?
Paulo, Apóstolo (há 2000 anos) escreveu: “Uns proclamam Cristo por inveja e por polêmica, outros com boa vontade. Uns por amor (…) outros anunciam Cristo por ambição e má intenção”(Filipenses, 1, 15-19) e, em 2 Coríntios, 5-16, ele comunica sua decisão pessoal: “Se outrora consideramos Cristo com critérios humanos, agora já não o fazemos mais”.
Nem é preciso calcular o quanto proliferou, hoje, a penetração do inimigo em meios “religiosos”. Como os bagunceiros que se aproveitam de reivindicações populares justas para causar conflito, confusão e morte aos cidadãos. Como, diretamente da Itália, comentou cardeal Barragan a respeito das três tentações vencidas por Jesus, no início da Quaresma: “pão, poder, prazer, forças diabólicas que regem o mundo, sob o fluxo da economia, e exploram os fracos”. RAI/05/03/2017.
A mensagem do WHATS’APP, portadora da ideia dos dois Jesus (um que foi morto e o outro não) teve origem com um estudioso dos Estados Unidos que, por 40 anos, pesquisou sobre a pessoa de Jesus e inventou uma história para Ele, que jamais precisou de clone para ficar na História. (E isso também é mundanismo a fazer mais órfãos religiosos num tempo em que não dá mais para retroceder).
Não só a Ciência hoje desvenda as Chagas do Ressuscitado – porque Ele Se deixa encontrar—mas através da Arte, Caravaggio, gênio da pintura sacra italiana( 1571-1610) ao conceber a cavidade aberta pela lança do lado de Jesus, na sua obra, a Incredulidade de Tomé, revela o Amor do encontro do discípulo e do Mestre: “Meu Senhor e meu Deus!”
– Como pode este AMOR , preparado pelos Profetas (A.T.) e aguardado pelos Anjos mudar o Seu Curso, de que depende a evolução do Planeta e as outras muitas moradas, anunciadas por Ele?
Hoje a Organização Mundial da Saúde trata do Espírito como força que gera os corpos, reconhecendo o Espírito Santo, enviado por Cristo, unido ao Pai (SS. Trindade) como único e verdadeiro Salvador.Em sua Memória é que se multiplica o pão por toda a terra e zela-se pela criação.Além de compartilhar a relevância de cada corpo humano pela Ressurreição do Seu, três dias após a sua morte(que adiantou ao faxineiro Jan Koun ganhar bilhões com a invenção do WHATS’APP) ainda nos deixa claro que acabar com a História é também fundamentalismo religioso .Igreja mundanizada é incapaz de viver a Misericórdia, sem sacrifício.(-Por que materializar a existência, quando o que se deixa de bom é o bem que se faz ao outro?)
O grande médico Alexis Carrel, convertido depois do seu contato com os milagres realizados em Lourdes, escreveu: “A capacidade da união varia segundo os indivíduos. Depende, principalmente, da educação e do clima mental do país e da época em que vivemos.(…) As comunidades cristãs dos primeiros séculos da Igreja, por ocasião das perseguições, constituíam verdadeiras irmandades: a união era indestrutível e continuava para lá da morte”. E isto é encanto pela Vida. Respeito por ela, nos seus biomas brasileiros, abençoados por Deus e abandonados pelo homem, à espera que o lema da CF-2017 aconteça – CULTIVAR E GUARDAR A CRIAÇÃO – colorindo de boas e alegres notícias as mensagens dos Meios de Comunicação.

COMPARTILHAR

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA