CAUSA E EFEITO DE UM VEÍCULO DE COMUNICAÇÃO

330

Uma pesquisa na Universidade Federal do Rio de Janeiro constatou que uma criança passa diante da TV uma média de 6 a 8 horas por dia, é um tempo considerável, não é? E o que ela assiste na TV é muito pior ainda: assassinatos, corrupção, roubos, tragédias, doenças, sexo, Lava Jato e outras coisas mais sérias. Imagine que coisa maluca!
E qual é a impressão do mundo que a criança pode criar? Não estou querendo dizer que ela pode estar enganada ou simplesmente enfrentando uma realidade, o que estou querendo dizer é o que está causando nela: medo, tristeza, decepção e outras emoções que ela vivencia todos os dias, não é?
Chamou-me muita a atenção um texto de um autor desconhecido que comenta que em uma sala de aula, a professora pede aos alunos para fazerem uma redação com o título “O que eu gostaria de ser”. O tema era livre e as crianças poderiam ser uma personagem, um objeto, uma pessoa ou um animal.
Já em casa quando corrigia as redações dos alunos, deparou-se com uma que a surpreendeu. O marido entra na sala neste momento e vendo-a chorar pergunta-lhe o que havia acontecido. Ela apenas entrega a redação e pede que ele a leia. E assim o fez:
“Eu queria ser uma televisão. Quero ocupar o espaço dela, viver como ela vive.
Ter um lugar especial na vida das pessoas e conseguir reunir a família ao meu redor.
Ser levado a sério quando falar, ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções e perguntas.
E se eu estiver calado, quero receber a mesma atenção que ela, recebe quando não funciona.
Ter a companhia de meu pai quando ele chega em casa, mesmo cansado.
Que a minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida em vez de me ignorar.
Que meus irmãos briguem para poderem estar comigo!
Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado de vez em quando, para passar alguns minutos comigo.
Por fim, como a televisão faz, quero poder divertir a todos; principalmente os de minha família.
“Se eu fosse uma TV eu viveria com a mesma intensidade e importância que a televisão da minha casa vive e tem.”
Ao terminar de ler, o marido emocionado diz para a esposa: – Meu Deus, coitado deste menino, que pais ele tem?!
A professora olha bem nos olhos do marido e diz chorando: – Essa redação é do nosso filho!
E eu fico pensando que você deve estar pensando quanto mal pode estar causando a TV e outros meios atuais de comunicação na sua família ou em outras que você conhece há muito tempo, sem que você pudesse avaliar. Precisamos ensinar como usá-los de maneira correta e saudável. Afinal, este é o nosso mais genuíno papel! Pense nisso!
Dr. José Roberto Teixeira Leite é Cirurgião Dentista e Coach em Neurolinguística
Email: pnljoseli@hotmail.com

COMPARTILHAR

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA