POLÊMICAS DA REFORMA PREVIDENCIÁRIA

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Por Alessio Canonice -Ibirá-SP. alessio.canonice@bol.com.br
 
      A reforma da Previdência foi destaque dias atrás, enviada ao Congresso Nacional e lida na abertura dos trabalhos legislativos.
    Alguns senadores discordaram da necessidade de aprovação nesta área e acreditam que o Congresso Nacional fará alterações na proposta do executivo. Para o senador Randolfe Rodrigues a crise econômica atual foi criada pelos ricos e não pode ser jogada nas costas dos pobres.
    O Senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) acredita que alguns pontos  da reforma da Previdência serão alterados. Ele considera, no entanto, fundamental a adoção de uma idade mínima de aposentadoria no Brasil.
  O rombo de 2.016 foi da ordem de 120 bilhões e o crescimento proporcional também assusta. Em 2.013, o déficit da Previdência equivalia a 0,9% do PIB ( Produto Interno Bruto). Em 2.016 atingiu o patamar de 2,7% do PIB, o triplo em apenas três anos atrás.
   Este fato deve servir de base e explica com muita precisão a própria crise econômica que aumentou o desemprego, diminuindo o número de contribuintes, o que vale acrescentar que o peso da Previdência no orçamento da União tem crescido anos após anos.
    Este panorama explica claramente que em 2.016 cerca de 27% das despesas do governo foram destinadas a pagar seus benefícios, segundo o orçamento da União neste campo difícil que é o compromisso perante os aposentados de todo o país com tendência a aumentar à medida em que os anos se sucedem.
   Não se constitui em novidade para os que acompanham o desenrolar dos problemas previdenciários o fato de que existem muitos trabalhadores inativos por terem se aposentado mais cedo, sustentados por um número bem menor de trabalhadores ativos, até que alguma decisão possa reverter este quadro.
     A média de idade com que as pessoas se aposentam no Brasil é de 58 anos. Esse número é ainda menor entre os que se aposentam por tempo de contribuição na faixa etária de 56 anos para homens e 53 para mulheres, consolidando-se, dessa forma, um dos aspectos que comprometem a Previdência Social.
     Vários países do mundo já adotam outra mentalidade com idade mínima de 60 anos ou mais, chegando a 67 na Grécia, 66 nos Estados Unidos e 65 na França. Entendem esses países que, um homem ou uma mulher, têm muito a oferecer, antes de pendurarem a chuteira.
   Esta é a principal mudança, que pode ser promovida pela reforma. O Brasil é um dos países do mundo que não possuem uma idade mínima para a aposentadoria.
    À vista desse aspecto, existe até uma aposentadoria por idade mínima de 65 anos para homens e mulheres, desde que tenham contribuído por pelo menos 15 anos consecutivos.
    O governo propõe adoção da idade mínima de 65 anos para homens quanto para mulheres e, assim sendo, terá um impacto favorável na diminuição do déficit, porém, sujeito a muitas críticas pelos parlamentares, porque cada cabeça que atua no parlamento pensa de forma que lhe convém e que mais lhe agrada.

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