DROGAS, O FLAGELO HUMANO

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Por Geraldo J. Costa Jr.
Há algo pior do que a classe política e a situação economica, neste país. É a disseminação sem controle e o consumo desenfreado de drogas.
Rio Claro não foge à regra. Um passeio de carro pela periferia, pelo centro da cidade ou locais de grande concentração de pessoas, e se observa, o tráfico ocorrendo livremente, independentemente do horário.
Mais recentemente, na rua 11, bairro Santana, os prédios onde funcionavam as faculdades de Geografia e Física, foram ocupados por dependentes químicos que lá residem, fazem suas necessidades fisiológicas e consomem drogas.
Importante ressaltar que ocuparam aqueles prédios, porque os mesmos estavam abandonados, sem manutenção nenhuma, sem o devido resguardo, zelo ou cuidado. E são prédios públicos, ou seja, pertencem ao povo, ainda que custe muito para o próprio povo e aqueles que o representam ou deveriam fazê-lo entenderem isso.
O resultado por esse descaso e omissão do poder público aí está, conforme retratado acima. O local em questão é uma cracolândia em potencial e se nada for feito provavelmente acabará se tornando mesmo.
Imagina-se o constrangimento e o medo por que passam os moradores daquela rua e imediações, que deve aumentar bastante à noite, porque neste período o local é pouco movimentado, a iluminação é precária e a segurança nenhuma.
O que mais espanta é que o problema já se arrasta faz algum tempo, sem que nenhuma providência efetiva para resolvê-lo de modo definitivo seja tomada por quem compete.
Com a palavra, a nova administração municipal, porque os citados moradores pagam seus impostos e merecem melhor tratamento e mais atenção, também o governo do estado, a quem pertenceriam tais prédios públicos, e que neste caso, tem se mostrado omisso e incompetente. Com a palavra, o nosso representante junto à Assembléia Legislativa Estadual, que pode muito bem se utilizar de seu prestígio e influência para encaminhar uma solução.
Este problema aqui relatado é muito grave. Envolve resgate da cidadania, recuperação para a vida e para a sociedade, para aqueles que vivem a tragédia da dependência química, envolve a segurança necessária e a qualidade de vida às quais tem direito, porque pagam por isso e respeitam as leis, os moradores da rua 11, no bairro Santana. A solução desse dramático problema de consequências e implicações inimagináveis não pode mais ser adiada.
O colaborador é escritor
jcostajr2009@gmail.com

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