CATASTROFISMO E CRIME

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JUAREZ ALVARENGA

Essa onda de rebelião carcerária nos leva a refletir profundamente. Seria começo de uma gestão incontrolável devido à amplitude e o aumento demográfico da população carcerária.
Analisando a natureza humana maligna, a violência seria alguns genes específicos da formação humana, estigmas naturais provenientes de algo transcendental. Ou seria problemas relativizados pela aglomeração humana em determinado espaço.
Os mistérios da ciência criminológica deixam em aberto o significado dos homens serem diferenciados e a conservação de índoles animalescas implantadas em alguns seres dotados de instinto criminal.
O certo é que a criminalidade não é um problema novo. Congênito ou adquirido parece nunca perecer na alma humana.
Deste do contrato social de Rousseau, alguns indivíduos exaltados e imunes às virtudes parece não adaptarem ao todo. Chegando o ápice do controle social falho devido à autenticidade criminosa, nascida no ninho humano.
Parece cada vez mais humano a visibilidade ascendente da criminalidade na sociedade. Seria porque o ser humano na sua heterogeneidade de talento proporcionasse uma sociedade de desiguais.
Para nós, não é só o Pelé que é predestinado, o mais violento do criminoso também é.
Se existe uma predestinação benéfica derivado da virtude, existe também uma predestinação maligna nascida no mais sórdido do intimo humano.
O que se questiona quem é o responsável pela distribuição dos destinos humano. Seria obra humana ou transcendental.
Seria infraestrutura congênita a natureza humana ou determinismo do destino proveniente da pirotecnia dos mistérios ainda não alcançados pela ciência terrestre.
O problema é que devemos enfrentar com realismo e humanismo medido o óbice da violência.
Parece ascendente e cada vez mais massificado o difícil combate a criminalidade.
Nem todo mundo anda na mesma estrada, algumas de índole mais animalesca do que humana não se adapta aos passos humanos nem forçadamente.
Retirar do meio social com penas cada vez mais pesadas é a natural atitude. Mas, chegamos à conclusão que facção significativa da sociedade é imune aos comandos da lei. Readaptação e altruísmo parece ficção.
Resta enfrentar a criminalidade com força humana, sem benevolência, fugindo dos caminhos utópicos dando infraestrutura humana preventiva, para que o criminoso nato não desencadeie com a ofensiva da vida sua índole pecaminosa e totalmente antissocial.
Seria possível neutralizar a índole criminosa humana ou conviver com ela adotando paliativos cada vez mais ineficientes.
É um processo complexo, que cabe a sociedade enfrentar, com a rigidez da lei e um relacionamento cada vez mais sistemático.
O realismo da situação nos coloca em frente a um combate cada vez mais inteligente, porém realista. Analise disfuncional e acrobacias teóricas devem sofrer resistência construtiva.
Analisar o criminoso como fera social inabilitada, para o convívio é dar a guerra por perdida.
Congestionar o ser criminoso com argumentos proféticos e humano é uma tentativa valida,
Para aqueles que acreditam no criminoso nato o negocio é tentar neutralizar sua índole perversa. Para os outros que acreditam no criminoso ocasional a solução é bem mais simples, basta à aplicação da lei
O que parece é que a sociedade está ficando refém do problema.
Reagir com força e métodos realistas e robustos são soluções para o grande confronto eterno humano entre as virtudes e malignidades implantada no contraditório, paradoxal e ambíguo ser humano.

ADVOGADO E ESCRITOR
E MAIL: juarezalvarengacru@gmail.com

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