Prefeitura entrega primeira etapa da restauração do Museu Histórico de RC

“O valor cultural e arquitetônico do prédio e o que ele representa para a preservação da memória de nossa cidade nos motivaram a reerguer uma estrutura que foi praticamente toda destruída pelo fogo”, comenta Altimari.

O investimento na primeira etapa das obras, entregue nessa sexta-feira, totaliza R$ 4.236.000,00. A segunda etapa, que já foi quase 50% executada, está orçada em R$ 1,5 milhão e inclui portas e janelas, além de acabamento do banheiro.

Erguida há 153 anos, em 1863, o Solar da Baronesa está sendo restaurado nos padrões dos melhores museus do mundo. Por fora, o trabalho detalhado de reconstrução recuperou as características originais do prédio. Por dentro, as instalações são modernas e incluem melhorias em relação à estrutura original, como elevador. Os amplos salões, criados em três pavimentos – dos dois que existiam – poderão receber muitos eventos.

O museu fica na Avenida 2 com a Rua 7 e é tombado como patrimônio histórico. Cento e dez toneladas de ferro sustentam o novo desenho do museu. Os recursos financeiros para o restauro do museu são majoritariamente do governo federal. Na primeira etapa da obra o município recebeu R$ 3.900.000,00 e a prefeitura deu contrapartida de R$ 336.000,00. Para a segunda etapa o governo federal está repassando R$ 1.469.500,00 e a contrapartida da prefeitura é de R$ 30.500,00.

A obra está sendo acompanhada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Com restauração do prédio será iniciado o trabalho de museologia, no qual serão definidos, entre outros detalhes, a disposição do acervo dentro do museu.

Novo governo recebe quase mil moradias e outras obras em andamento

Na relação dessas obras e projetos estão moradias, escolas, unidades de saúde, praça, museus, ponte, obras de saneamento e creches.
“Sabemos da importância dessas obras e projetos para a comunidade e desejamos sucesso aos novos gestores para que possam dar continuidade a tudo isso que iniciamos em benefício da nossa cidade”, afirmou o Prefeito Du Altimari ao entregar a lista ao prefeito eleito Juninho da Padaria, em reunião no Paço Municipal na manhã de sexta-feira (30), com a presença da comissão de transição do novo governo e de atuais secretários municipais.
“Desejo boa sorte a vocês e coloco-me à disposição para colaborar com a cidade. A disputa eleitoral é na hora da eleição, acabou a eleição só existe um partido que se chama Rio Claro”, ressaltou Altimari dirigindo-se aos futuros gestores da cidade.
Juninho da Padaria afirmou que “Rio Claro é maior do que as vaidades e disputas políticas” e agradeceu “ao prefeito Du e seus secretários pela colaboração nesta fase de transição” e disse “assumir com a comunidade o compromisso de dar continuidade aos projetos que são para o bem comum”. Juninho também lembrou que “o impacto financeiro negativo é uma realidade a ser enfrentada” e manifestou sua vontade de contar com a colaboração de Altimari em contatos na esfera federal.
Na relação entregue nessa sexta-feira, estão elencadas, entre outras obras e projetos em andamento, 928 apartamentos em construção, curso de medicina já autorizado, seis unidades de saúde da família, ponte do Terra Nova/Novo, museu histórico,  Escola Sueli Marin,  Creche no Terra Nova/Novo 2,  Fatec com terreno já doado ao governo estadual, passagem de nível na RC-Piracicaba com projeto em elaboração, aeroporto regional com anteprojeto com área já definida, barragem na ETA 2 em fase final, Centro Dia do Idoso e compensações de 14 empreendimentos com total de R$ 2,5 milhões em obras.
Da reunião também participaram os secretários municipais Luci Ferreira (da Assistência Social), Heloísa do Carmo (da Educação), Japyr Porto (de Finanças), Marcos Machado (de Governo), Geraldo Barbosa (da Saúde), Regina Ferreira (Sepladema), Rodrigo Mussio (de Obras), a oficial de gabinete Dora Trevilatto e a diretora de comunicação, Tássia Espego. Da comissão de transição estiveram o vice-prefeito eleito, Marco Antonio Melli Bellagamba, Gilmar Dietrich, Leopoldo Dalla Costa de Godoy Lima e Anderson Rogério Golucci.

Câmara Municipal realiza posse dos eleitos neste domingo

A nova Câmara Municipal será formada por: Paulo Guedes (PSDB), Luciano Bonsucesso (PR), Maria do Carmo Guilherme (PMDB), Val Demarchi (Democratas), Seron do Proerd (Democratas), André Godoy (Democratas), José Pereira dos Santos (PTB), Hernani Leonhardt (PMDB), Pastor Anderson (PMDB), Rogério Guedes (PSB), Carol Gomes (PSDB), Geraldo Voluntário (Democratas), Júlio Lopes (PP), Irander Augusto (PRB), Adriano La Torre (PP), Rafael Andreeta (PTB), Thiago Japonês (PSB), Ney Paiva (Democratas) e Yves Carbinatti (PPS).

COLUNA IGREJA EM COMUNICAÇÃO: A família vista à Luz de Jesus

Por Caio Arthur Borgi

Em nossa sociedade, a família é um emaranhado de problemas: falta de habitação e orçamentos, dificuldades internas. A própria estrutura familiar tornou-se problemática. Muitos não vêem sentido na estrutura familiar. As famílias se desfazem com facilidade. Em breve a família poderá deixar de ser um problema, porque já não existirá. A festa de hoje nos convida a refletir sobre a família à luz do Natal, tomando como ponto de referência a família na qual nasceu Jesus. As duas primeiras leituras oferecem conselhos para a vida familiar.
O sábio judeu (1ª leitura) troca em miúdos o mandamento de “honrar pai e mãe”. Paulo, na 2ª leitura, descreve a paz e a união que o amor que é o do Cristo, em todas as direções (esposa-marido e vice-versa, filhos-pai e vice-versa).
Mais ainda que esses textos, o evangelho nos leva a valorizar a família, ao narrar a migração da família de Nazaré. Era uma família migrante, em conseqüência das ambições dos poderosos: o recenseamento ordenado pelo imperador romano e a perseguição deflagrada por Herodes, o Grande, que tinha medo de uma criancinha, porque poderia colocá-lo na sombra… Mas José cuida de oferecer sempre um lar a Jesus. Foge ao Egito, para depois voltar a Nazaré. Até nisto, Jesus “cumpre as Escrituras”, pois Os 11,1 diz que Deus chama; “seu filho”(o povo de Israel) do Egito.
Jesus se identifica com o antigo povo migrante, que volta da terra do Egito, para a terra que Deus lhe quer dar. Jesus se identifica também com as famílias migrantes de hoje, oprimidas, expulsas, acampadas, faveladas, quase sem condições de vida familiar, em conseqüência da cobiça dos que querem tudo para si. Também para estas famílias vale a boa-nova: a solidariedade de Cristo e a santificação da família como missão da Igreja.
Daí as exigências que se fazem à sociedade: empenho por uma dignidade e estabilidade mínima no lar. A Sagrada Família, migrando de um lugar para outro, reclama “uma Nazaré para todos”. Também gente pobre é “gente de família”. Exigências também da parte do indivíduo: amor, carinho, respeito enquanto membro da família. Desenha-se assim a missão da família: ser uma célula de vida e amor, mas também assumir sua responsabilidade na luta para que isso seja materialmente possível.
À sociedade como tal e a todos os seus membros cabe respeitar e proteger a estabilidade e dignidade da família, ajudá-la a realizar sua vocação e a encontrar moradia e trabalho, a educar os filhos e cuidar dos pais idosos, numa palavra, a cumprir a sua missão. Só no quadro de uma sociedade que seja justa para com a família – uma sociedade que “repare o tecido social desfeito” – pode-se pensar em reeencontrar o sentido da família, para o bem de todos.
Desejo á todos um Feliz 2017!!

Caio Arthur Borgi é Radialista e membro da Assessoria de Comunicação da Diocese de Piracicaba .
Reflexão baseada na Liturgia ;
1ª Leitura: Eclo 3,2-6.12-14
Sl 127
2ª Leitura: Cl 3,12-21
Evangelho: Mt 2,13-15.19-23
Site : http://www.diocesedepiracicaba.org.br

VAMOS CONSTRUIR A PÁTRIA

GAUDÊNCIO TORQUATO
            Os Países são expressões geográficas e os Estados são formas de equilíbrio político. A Pátria, porém, transcende esse conceito: é sincronismo de espíritos e corações, aspiração à grandeza, comunhão de esperanças, solidariedade sentimental de uma raça. Enquanto um País não é Pátria, seus habitantes não formam uma Nação. Este breve resumo, pinçado de um dos mais belos ensaios morais sobre a mediocridade, de autoria de José Ingenieros, deve servir como lição aos nossos governantes neste ano que chega ao fim. Construir a Pátria para se alcançar o estágio avançado de Nação se configura como o primeiro dever do homem público.
A ideia pode até parecer despropositada aos porta-vozes da politicagem e demagogos que fartam os apetites com a exploração do sentimento cívico das populações. Mas a verdade é que, depois de 517 anos do Descobrimento, a Pátria brasileira é apenas arremedo de um bom conceito. Estamos longe daquela emulação coletiva que distingue na Mãe Pátria o anelo da dignidade. Basta observar a deficiência das estruturas públicas. A crise entre os Poderes se intensifica. A sociedade toma distância oceânica da política. A descrença nas instituições se espraia vertiginosamente. Um poder sem moral se instala nos ambientes. As fontes éticas se esgotam. As investigações em curso mostram o poço profundo em que o Brasil foi jogado. As injustiças ganham corpo, escudadas no desleixo e na incúria de administrações, na irresponsabilidade de governantes, na desobediência às leis e no acesso ainda desigual dos cidadãos aos canais da Justiça.
Os traços da civilização brasileira carregam uma dose elevada de tintas da barbárie. O Brasil é um país moderno. Basta olhar ao redor os avanços da tecnologia, a capacidade de produzir bens e serviços sofisticados, a revolução nas comunicações, os mais de 100 milhões de brasileiros conectados à Internet, o avanço da moda, a socialização da cultura, entre outros aspectos. Apesar de tudo isso, tem sido uma tarefa complexa, às vezes impossível, passar a borracha no país do analfabetismo funcional, dos assassinatos; da ladroagem que continua a assaltar os cofres públicos; do território onde a pobreza convive ao lado da riqueza; dos potenciais devastados por ambição; da desintegração de padrões de relacionamento social e do solapamento de valores fundamentais, como o culto à família, o cumprimento do dever, o respeito às tradições e a defesa do bem comum.
Alguém poderá objetar: mas essa é a inversão moral que toma conta do mundo, ou o paradigma do “puro caos”, como assim designa Samuel P. Huntington, em seu livro O Choque das Civilizações, onde assinala a ruptura da ordem, a anarquia crescente, a onda global de criminalidade, a debilitação geral da família e o declínio na solidariedade social.
A hipótese é razoável, mas o adendo é indispensável: o Brasil põe um molho peculiar no menu da entropia universal, com as mazelas do passado colonial, entre as quais a árvore do patrimonialismo, que continua a brotar galhos tortos, transformando a res publica em coisa privada. Essa é a razão da crise entre nós. A política passa a ser profissão, deixando de ser missão. Para corrigir o conceito, é necessário refundar a República corrompida. Quando uma República se corrompe – lembra Montesquieu –, não se pode remediar nenhum dos males que nascem, a não ser eliminando a corrupção e voltando aos princípios. Como combater a corrupção sem eliminar os corruptos? Vamos esperar que o Judiciário e o Ministério Público deem respostas satisfatórias. Não usando, porém, os recursos da espetacularização.
A assepsia deve ser geral. A começar pelos Poderes do Estado, cujas atitudes devem se guiar pelo cumprimento de suas funções constitucionais, evitando interpenetração de territórios.  É oportuno que cada Poder se esforce pela construção da Pátria. Não é hora de casuísmos, gastos perdulários, renegociação de dívidas de Estados sem contrapartidas, cooptação ilícita de apoios e partidarização do Estado. Convém eliminar o empreguismo e o loteamento de setores. O corpo parlamentar há de aceitar a concepção de que mandato ganho nas urnas pertence ao povo, não pertencendo a ele. O representante é um fiduciário que defende interesses gerais, e não particulares, com deveres e direitos, entre os quais o ganho pelo trabalho. Urge cortar despesas, não gastar mais do que se arrecada.
Os quadros do Judiciário hão de lembrar que “os juízes devem ser mais reverendos que aclamados e mais circunspectos que audaciosos”, elegendo a integridade como virtude, como ressalta Francis Bacon. Se os Poderes cumprirem as obrigações que lhes são atinentes, o País caminhará sem atropelos. As leis precisam ser cumpridas. E as instituições devem ser respeitadas. A cidadania há de ampliar seus espaços principalmente na base da pirâmide social. As sombras precisam dar lugar a luz. Transparência é a palavra-chave. A violência deve ser banida das ruas. Partidos e candidatos hão de vestir o manto da assepsia.  Que os horizontes de 2017 sejam mais límpidos. Mais éticos e menos espalhafatosos. Ouçamos discursos sérios. Vejamos administrações mais racionais. Menos escândalos. Menos sujeira nas sarjetas da política. Menos invencionice. Mais verdade. Sob essa teia de valores e princípios, podemos fazer com que a fé volte a brotar nos corações.  
  Gaudêncio Torquato, jornalista, professor titular da USP é consultor político e de comunicação. Twitter: @gaudtorquato  
 

CHORO E RANGER DE DENTES

Carlos Chagas

Fica difícil, senão impossível, seguir adiante dentro do atual quadro partidário. Cada legenda, inclusive as pequenas, divide-se em grupos conflitantes. São 35, hoje, dentro em pouco serão 70. O presidente Michel Temer conta com o apoio de 88% do Congresso, mas se ficar privilegiando cada um dos grupos em que os partidos se dividem, logo tornará inútil continuar governando cada vez com mais exigências.
Está na hora de promover uma reformulação geral, acima e além das cláusulas de barreira tentadas mas não realizadas.
Não adianta lembrar fracassos passados, como foi a iniciativa do então presidente, marechal Castello Branco, que para evitar a derrota num Congresso esfrangalhado, dissolveu os partidos existentes e criou o bipartidarismo forçado, o partido do “sim” e o partido do “sim, senhor”, Arena e MDB.
Agora não existe o perigo da derrota parlamentar para o governo, mas a situação é igualmente parecida como naqueles idos de 1965. As lideranças políticas vão concluindo não ser mais possível conviver em tamanha confusão. Por isso ganha corpo senão a dissolução forçada de todos os partidos, já que inexiste clima para atos de força, mas, pelo menos uma reordenação. Tem que ser antes de acirrada a disputa pela presidência da República, em 2018.
O PMDB e o PSDB poderiam dar o primeiro exemplo. Tem tudo em comum, já que um nasceu do outro, por divergências regionais. Pudesse Michel Temer reuni-los, mesmo se fosse sem Aécio Neves e Romero Jucá, os dois presidentes, algo surgiria de novo. Há quem pense em José Serra para erigir uma ponte, não para o futuro, mas para já. Para ontem, se fosse possível.
Claro que uma armação assim revelaria a opção obvia de Temer pelo seu ministro das Relações Exteriores, para sucedê-lo. Haveria choro e ranger de dentes, mas dentro do quadro atual, solução não há.

Juninho define núcleo de gestão e indica novo nome para o DAAE

O novo secretariado que será efetivado a partir da posse do novo governo municipal no dia 1º de janeiro, em solenidade realizada no plenário da Câmara Municipal.
O realinhamento busca otimizar a operacionalização da máquina administrativa com base em um planejamento estratégico, de forma a favorecer a redução de custos, a agilização do processo decisório e a alcançar um desempenho organizacional capaz de dar repostas efetivas às principais demandas da população através do estabelecimento de prioridades.
 
Em continuidade as medidas adotadas para promover a contenção de despesas, a atual Secretaria Municipal de Negócios Jurídicos será extinta. O setor será comandado pelo Procurador Geral do Município, cargo que por indicação de Juninho confirmada nessa quarta-feira (28) será exercido pelo advogado Rodrigo Raghiante, que já integra o quadro de procuradores efetivos da prefeitura.

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Governo e DAAE
Como consequência do realinhamento estratégico do secretariado e da extinção da atual Secretaria Municipal de Planejamento, Desenvolvimento e Meio Ambiente (Sepladema), houve um reposicionamento de nomes na composição do primeiro escalão de governo.
 
A nova Secretaria de Governo, Planejamento e Desenvolvimento Econômico terá como titular Eliseu Almeida da Silva, que possui uma sólida experiência na área de controladoria, administrativa-financeira, com ascendência em planejamento financeiro, contábil, custos, orçamentos e gestão de negócios.
 
Comandada por Eliseu, a nova secretaria dará sustentação ao núcleo central de gestão do governo municipal atuando em sintonia fina com a Secretaria de Finanças e Administração, que terá como responsável o contabilista Gilmar Dietrich.
 
Com isso, o Departamento Autônomo de Água e Esgoto (DAAE) que a princípio estaria sob responsabilidade de Eliseu, passará a ter como superintendente Francesco Rotolo, engenheiro civil com pós-graduação pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em Gestão de Negócios de Energia e especializado em pela Universitá di Messina (Itália) e pelo Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícia (Ibape).
 
Empresário do ramo de construção civil, Rotolo trabalhou por 35 anos na Cesp/Elektro. É consultor em treinamento e desenvolvimento, diretor do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp), membro do conselho técnico e de administração do Centro Cerâmico do Brasil e do CREA – Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo.
 
O geólogo Antonio Penteado, conforme já foi anunciado será o secretário municipal do Meio Ambiente.
 
Na avaliação de Juninho, o grande desafio para o primeiro ano de governo será o de equacionar as finanças, recuperar a capacidade de investimento, resgatar a autoestima do funcionalismo e melhorar a prestação de serviços públicos, principalmente nas áreas de Saúde, Segurança, Educação e Infraestrutura.
 
“Sempre que as circunstâncias exigirem faremos os ajustes necessários para fazer o que é preciso ser feito. E o objetivo será sempre o mesmo: criar condições adequadas para cuidar bem da cidade e dar mais atenção aos que mais precisam do amparo do poder público” – afirma.
 

Profissionais que passam a virado do ano trabalhando

As pessoas valorizam muito a festa de Ano Novo, porque sentem o desejo de se renovar. As comunidades antigas expressavam isso através de ritos: jogavam fora roupas e objetos, querendo eliminar o que, em suas vidas, estava “envelhecido”. No primeiro momento do Ano Novo, todos peregrinavam a uma montanha alta para ver uma paisagem nova ou banhavam-se, em um rio ou no mar, para acolher o tempo novo dado por Deus. Até hoje, os ritos que ocorrem nas praias brasileiras, em homenagem a Iemanjá, (nome que a religião dos Orixás dá à manifestação de Deus nas águas do mar), revelam este desejo de renovação.
Mas para alguns trabalhadores, toda essa comemoração é quase que impossível, pois algumas funções exigem do trabalhador, muita paciência e compreensão, pois têm que passaram a virado do ano trabalhando.
Como a equipe do Corpo de Bombeiros, que passam a “virado do ano”, portanto hoje, trabalhando, fazendo atendimento para toda a comunidade de onde estiverem.
Depoimento de um destes – “Para a gente que fica de plantão, já deu para acostumar depois de tantos anos, mas a nossa família é que mais sente falta, por querer que a gente esteja no lado e não entender que esse é o nosso trabalho. Mas no final acabam entendendo, embora fiquem tristes”. Explica
Na “virado do ano” permanece uma equipe de Bombeiros, e mais um bombeiro ainda fica de plantão atendendo pelo 192, que trabalha como plantonista das ambulâncias. “Na hora da virado do ano, a gente toca a sirene e se confraterniza entre nós, recebemos também muitos telefonemas de familiares e também da comunidade que querem desejar a equipe do Bombeiro Feliz Ano Novo. Na realidade nós estamos longe da família da gente, mas perto de toda a comunidade. Espero que seja uma “virada de ano” calma, como foi ano passado e, com foi o Natal, que atendemos poucas ocorrências sem gravidade alguma.” Finaliza

Quem precisar de atendimento na área da saúde pode contar com o Samu – Upas e o PA do Cervezão em Rio Claro que atendem 24h (foto arquivo Diário)
Quem precisar de atendimento na área da saúde pode contar com o Samu – Upas e o PA do Cervezão em Rio Claro que atendem 24h (foto arquivo Diário)

Plantão Policial 190
O Plantão Policial 190 que atende pelo Centro de Atendimento e Despacho, uma equipe de policiais estará trabalhando no plantão enquanto pessoas e famílias inteiras se divertem. Este ano assim como em outros anos a equipe do plantão policial da “virada do ano” quase sempre é a mesma que estarão atendendo no 190, além das viaturas que estarão pelas ruas e avenidas da cidade atendendo o chamado do 190 para proteção a população.
“Ano passado, nós passamos uma “virada de ano” bem movimentada, foram muitas brigas de ruas, em famílias, muito vandalismo. Não foi uma passagem de ano calma. Espero que este ano, a moçada saiba se divertir melhor e que a passagem deste ano seja mais tranquila” – frisa um dos plantonista da PM.
Os policiais ainda contaram que embora seja um trabalho, mesmo assim eles realizam uma confraternização entre eles, mas sempre atento ao trabalho e a solicitações da comunidade. Recebem, também muitos cumprimentos de familiares que ligam para dar uma força para que a noite passe mais rápida.
“Esperamos que seja uma passagem de ano feliz para toda a comunidade e que 2017 seja melhor que 2016. E que a galera saiba se divertir com responsabilidade e mais tranquilidade. São os votos da equipe de plantão do 190”

Porto Alegre, 05/01/2016. Sec. Subst. SMS, Jorge Cuty, doa sangue no UCT do HPS Local: Aud. CSVC Foto: Cristine Rochol/PMPA
Porto Alegre, 05/01/2016. Sec. Subst. SMS, Jorge Cuty, doa sangue no UCT do HPS Local: Aud. CSVC Foto: Cristine Rochol/PMPA

Pronto Atendimento
Depois de checar junto do atendimento que socorrem as pessoas nas ruas, como os bombeiros, ambulância, telefonistas, guardas noturnos, plantão policial entre outras profissões que exigem esse sacrifício do trabalhador, que é ficar em datas especiais longe das famílias, como Pronto Atendimento ou o PA, UPA, equipe do SAMU que mesmo em noites normais muitas vezes bem movimentados, em noite de festa então…
Técnico de Enfermagem, médicos, enfermeiras, todos vão deixar suas famílias em casa para passar a “virado do ano” trabalhando se dedicando com paciência, carinho e atenção junto das pessoas que por ventura tiverem que passar por atendimento médico, todos estarão de prontidão.

Escolha a cor da sua roupa para o Ano Novo

O que vale realmente é a intenção quando usa determinada cor, pois é isso que potencializa seu efeito. É possível passar a virada do ano com uma cor diferente, ou seguir a tradição e utilizar o branco, mas combinado com outras cores.
Confira abaixo o significado de cada cor e aprenda como usá-las.

– Vermelho
É a cor das conquistas, das paixões e da sexualidade. Também é estimulante e impulsiona novos projetos e ideias. Se você quer iniciar o ano pensando em coisas novas ou buscando uma paixão arrebatadora, use no réveillon uma peça de roupa vermelha. Pode ser uma lingerie, um acessório ou um batom marcante. Para os homens, vale apostar em uma peça íntima nessa cor.

– Amarelo
É a cor da inteligência e da criatividade. Também é ativadora e dinâmica, traz muitas ideias, e é bastante conhecida por simbolizar a prosperidade e o dinheiro. Se você precisa dessa energia em sua vida, pode passar a virada do ano com um vestido ou uma sandália nessa cor. Os homens podem apostar em uma bermuda amarela bem transada. Aproveite que agora está na moda combinar cores intensas e crie um look descolado para o ano novo.

– Laranja
É a cor da coragem e ousadia, portanto ajuda a buscar novos desafios. Se anda precisando de uma forcinha extra para se envolver em algum projeto ou situação, use no réveillon uma blusa nessa cor, combinando com uma saia, calça ou bermuda branca.
Outra dica é utilizar uma roupa toda branca e arrematar o look com um cinto na cor laranja. Você também pode inovar com acessórios ou sapatos laranja. Bem ousado não?

– Verde
É a cor do equilíbrio, para quem busca entrar em 2017 com muita tranquilidade. Acho que todos precisam dessa cor. Use roupa íntima verde, ou utilize na maquiagem tons de sombra verde claro e escuro.

– Azul
É a cor da paciência, harmonia e serenidade, além de tranquilizar o corpo e a mente. Ao usar o azul na virada do ano, a proposta é entrar em 2017 de maneira zen, mais tranquila e sossegada.
Nesse caso, utilize uma peça de roupa íntima, calça, saia ou camiseta na cor azul. Também é possível usar roupa branca e apostar em bijuterias ou acessórios nessa cor, como colar, relógio, ou enfeites de cabelo. O importante é usar a criatividade.

– Violeta ou Lilás
É a cor da espiritualidade e da transformação. Quem busca momentos voltados ao autoconhecimento, pode usar alguma peça de roupa ou acessório nessa cor, combinando com o branco.

– Rosa
Trabalha afetividade, amor, harmonia e união, ajudando no equilíbrio dos relacionamentos pessoais. Essa cor deve ser usada principalmente por quem busca um relacionamento afetivo estável e duradouro. Vale usar um acessório, uma peça íntima ou a maquiagem em tons rosa claro ou escuro. Mescle essa cor com o tradicional branco.
Se acha que o rosa é uma cor um pouco apagada, escolha tons mais fortes. Mas é importante lembrar que independente da tonalidade, ao ser usada na virada do ano, a cor atrai a energia do amor.

– Branco
Essa cor é sempre bem-vinda na virada do ano. Falamos dela acima em combinação com outras cores, mas se você deseja passar o réveillon apenas de branco, também é válido. A cor remete paz e é tradição para algumas pessoas.
Sinta no coração o que realmente está precisando mais para 2017 e aproveite as dicas das cores para o Ano Novo. O mais importante é você se sentir bem com a produção que escolher. Que 2017 seja um ano de muita energia positiva para todos.

LUZES DA CIDADE UM NOVO COMEÇO

Augusto Hofling

Aproxima – se a virada do ano, uma parte da população está esperançosa, ou pessimista, eis que há razões para isto, mas para aqueles que confiam em Deus nunca se deve desesperar, porque existe exemplos bíblicos que mostram o valor da fé nos momentos críticos da vida até de uma nação. Temos o caso do rei Davi que já havia mostrado, desde pequeno, uma confiança fenomenal, mas de repente, teve de enfrentar uma revolta popular chefiada justamente pelo seu próprio filho Absalão. Embora perseguido Davi, em palavras e atos, demonstrava sua confiança no Senhor, tais palavras, até hoje, são próprias para os momentos críticos de nossa vida: “Diz o tolo em seu coração- Deus não existe”, Salmo l4. A tragédia maior era que seu filho, dotado de um físico privilegiado, comandava a revolta! Um verdadeiro pai ama o filho mais que a si mesmo! Foi muito triste para Davi assistir à morte deste filho, fez tudo para salvá-lo, mas isto aconteceu independente de sua vontade. Há alguma semelhança entre o destino de Davi e o de nosso povo: problemas políticos e grandes interesses econômicos individuais e coletivos, ambição pelo poder de um lado e pelo dinheiro de outro constituem o foco de todo o conflito, porém há sempre aqueles homens e mulheres que zelam pelo bem da causa pública. Esses criminosos que ficam ricos de poder e dinheiro, enquanto a população sofre fome e miséria cometem o crime hediondo, assim eles podem dizer como os tolos do Salmo de Davi: Deus não existe! Deus não passa de uma palavra inventada por aí! Nós, corruptos, vivemos na devassidão, devoramos banquetes, para nós não existe moral, porque somos espertos e absolutos, podemos roubar, matar crianças de fome, fechar escolas e hospitais, alem disto tudo enganamos o povo, fingindo que somos políticos bondosos, arrumamos emprego público para alguns e ao mesmo tempo podemos perseguir aqueles que não dançam a nossa música. O falso poder embriaga o político criminoso, a tal ponto que ele passa a acreditar no absolutismo de sua vontade. Neste caso o desprezo pela justiça divina chega ao limite da insensatez! Deus existe sim, Ele é o dono do poder absoluto, com uma simples ordem desfaz os desmandos dos criminosos natos que jamais entendem o que é justiça. A riqueza indevida, para estes é fruto de sua inteligência, Deus não passa de uma palavra inventada pelos otários! A prova disto é que ele consegue enganar toda uma população sofrida, provando assim que sua esperteza está acima de tudo. Grande ilusão: a esperteza do tolo dura um milionésimo de segundo comparada à eternidade de Deus.

PRONTOS PARA A INSURREIÇÃO

Carlos Chagas

 

 

Em meio a tantas e péssimas  noticias neste último dia do ano, duas se destacam: o desemprego chegará a treze milhões de infelizes, em 2017, e o salário mínimo passará  a 937 reais por mês a partir de amanhã.  Completam-se as duas informações. Porque somados aos que não  tem trabalho ou emprego, juntam-se os condenados a viver com essa merreca. No total, perto de cem milhões de brasileiros postos à margem e  prontos para a insurreição.

Fossem as elites políticas e econômicas forçadas a ficar dentro desses parâmetros e já estaríamos, faz muito, em estado de rebelião.

É assim que entramos no novo ano: metade da população pronta para insurgir-se contra a outra metade. Acomodar-se ou render-se, não dá mais.  Sem a menor dúvida, assistiremos a dissolução do estado, mais do que do governo.

A desobediência civil vai-se tornando uma constante, na medida em que mais gente deixa de pagar impostos e dívidas. Desorganiza-se o Estado de Direito, transformando-se a lei em letra morta para ser descumprida cada vez mais. Diluem-se as obrigações sociais e logo o Brasil real irá sobrepor-se ao Brasil formal.

Alguns iludidos supõem que apenas eleições gerais dariam jeito.  Ledo engano, porque mesmo se a corrupção fosse extirpada, que tipo de instituição preencheria o vazio? Como atender as necessidades sempre maiores dos desassistidos? A revolta pelo abandono vai chegando ao limite sem que surjam alternativas capazes de atendê-la.

Em suma, o Ano Novo com treze milhões de desempregados e o salário mínimo de 937 reais é sinal de ebulição. Só que dessa vez as elites responsáveis pelo caos estão no meio da fogueira.     

2017! …CRUZ, CREDO!

Ufa! Até que enfim! Chegamos vivos a 2017! Diz que a melhor notícia deste ano de 2016 é que ele chegou ao fim e nós sobrevivemos a ele. Ou como diria Cecilia Meireles: “Neste mês, começa o ano, de novo. Mas tudo é inútil: Eu e tu sabemos que é inútil que o ano comece.”

         De fato, a gente não sabe ao certo o que fica melhor para esta última noite de 2016: se uma missa de ação de graças, ou uma boa seção de exorcismo ou descarrego, para espantar para bem longe todos os demônios que perturbaram a nossa vida neste ano que passou: o demônio da corrupção, do desemprego, da recessão, da esbórnia fiscal, da eleição de Trump, da instabilidade e turbulência institucional; o demônio da inflação, da insegurança, da violência, do terrorismo, da devastação da natureza, da pilhagem dos direitos, das muitas guerras que pontilharam o mapa do mundo, o estado islâmico; os demônios dos acidentes provocados pela natureza, dos acidentes provocados pelo homem- derrubada ou queda de aviões, o afundamento de barcos carregados de refugiados; a troca de plantonista do alvorada, os escândalos dos congressistas,  a morte de Dom Paulo Evaristo Arns, a epidemia de zika,  o distanciamento da Igreja em relação aos problemas do povo, etc, etc, etc. 2016 não nos poupou. Estivemos num barco à deriva num mar revolto.

         As retrospectivas que a mídia fez dos acontecimentos de 2016 não animam ninguém a sentir saudades dele. Por isso, quem sabe, fosse melhor hoje um bom exorcismo, um bom descarrego, para impedir que os mesmos demônios invadam o ano de 2017.

         De fato, dentro de poucas horas, estaremos vivendo um ano novo. Uma fração de segundos, quando os ponteiros e dígitos cruzarem a meia-noite, será o bastante para o relógio e o calendário nos empurrarem para o novo ano. Amanhã cedo, ou mesmo nos primeiros minutos da madrugada, estaremos tratando o 2016 como o “ano passado”, acrescentando um “graças a Deus” de alívio.  E estaremos nos cumprimentando, nos abraçando, nos brindando porque estaremos em 2017.

É tão somente um novo dia. Afinal, amanhã, dia primeiro, será apenas e simplesmente a continuação da história de hoje, dia 31. E segunda-feira será uma segunda como todas as outras, talvez com mais dor de cabeça, enjoo de estomago e fígado estourado por uma ressaca monumental.

É apenas um dia. É apenas questão de arrancar mais uma folhinha do calendário. No entanto, o fato é que todos estaremos dando um passo no escuro (em todos os sentidos) e no desconhecido quando chegar à meia-noite. E todos os bons votos e brindes não vão clarear muito o quebra-cabeça.

Mas, neste contexto, a liturgia católica vem em nosso socorro: ela sugere que esta noite seja a noite da bênção. Por isso ela repassa para nós a fórmula de bênção que Deus ensinou a Moisés e Arão para toda passagem de ano, de mês e de semana, conforme está no Livro de Números, Cap 6, 24-26: O Senhor Te abençoe e te guarde, o Senhor faça brilhar sobre ti Sua face, e te seja agradável. O Senhor dirija para ti o Seu Rosto e te dê a paz.”

Seria, quem sabe, a melhor forma de desejar um Feliz Ano Novo! Deixemos que o “Novo” ocorra em nossa vida, zerando nossos débitos de amor, e acatemos a proposta de Jesus a Nicodemos: “é preciso nascer de novo!” Que não só o ano do calendário seja novo, mas nós sejamos novos e renovados nele.

 

Pe. Otto Dana- Diocese de Piracicaba

e-mail: otto. dana@gmail.com