Idos de março

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J.R.Sant´Ana

Março buy topamax é um mês associado a crises políticas. No mundo, a principal memória remete ao assassinato de Júlio César no dia 15, dando origem à sombria referência aos “idos de março”.

No Brasil, a “Marcha da família com Deus pela liberdade”, que levou à queda do governo João Goulart, foi realizada em 19 de março. O golpe militar de 1964 foi deflagrado no dia 31.
O confisco da poupança por Collor foi feito em março, erodindo a credibilidade do governo, que sobreviveria ainda por dois anos.
Agora, Lula foi detido em São Paulo para depor na Polícia Federal no dia 4. A maior manifestação popular da história do país contra um governo aconteceu no dia 13. No dia 17, Lula tomou posse como ministro com o país em convulsão.
Passeatas
Nas passeatas atuais, entre outros brados, os participantes clamam “um, dois, três, Lula no xadrez”. A palavra de ordem não é original. Ironicamente, é a mesma que se bradava em março de 1964, só que com o nome do inimigo do momento. “Um, dois, três, Brizola no xadrez”, aclamava a população. Havia outra, que era “Verde amarelo, sem foice nem martelo”. Hoje o bordão tem sido “Verde, amarela, nossa Bandeira jamais será vermelha”. Em Rio Claro não é diferente.

Em 1964, na cidade, a passeata contra o caos instalado no Buy cheap Sildenafil governo Jango foi realizada depois do golpe, já nos primeiros dias do governo militar. O pessoal circulou pelas ruas centrais a partir da Praça da Liberdade. Foi manifestação de apoio à intervenção. Do que o país se arrependeria muito mais tarde. Motivo pelo qual, o povo voltaria para as ruas com as passeatas das Diretas-Já em 1984. Oito anos depois, com impulso da Rede Globo pela série “Anos rebeldes”, as ruas seriam tomadas pelas manifestações pelo impedimento de Collor.

A passeata local de apoio regime militar reuniu principalmente donas de casa e representantes da classe média, com incentivo católico e apoio do governador Adhemar de Barros. A preocupação era quanto à iminência buy retin-a de uma guerra civil.

O evento repercutia a Buy Fluoxetine “Marcha da família com Deus pela liberdade” realizada no centro de São Paulo em 19 de março, dia de São José, protetor da família. A mobilização era organizada pelo deputado Cunha Bueno. Ele esteve em Rio Claro no dia da passeata local.

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Júlio César
O termo “idos de março”, tão utilizado pela imprensa para ironizar os tempos do regime militar inaugurado no dia 31 daquele mês de 1964, vem de longe.
Vale rever por fazer referência ao mais famoso crime político da história. Data de 44 A.C. Caio Júlio César havia se indisposto com os senadores de Roma ao tomar o poder de forma absoluta. Vencedor de todas as batalhas que deram origem ao Império Romano, ele era um líder populista com pretensões ao título de divindade e desprezava a República.

Apesar da previsão de um vidente de que sua vida correria perigo a partir dos “idos de março”, ele se descuidou da segurança. Desprezou também as visões de sua mulher Calpúrnia, que preconizara sua morte durante pesadelos na noite do dia 14. Os augúrios eram para que ele não comparecesse à reunião do Senado no dia 15 de order Paxil março.

Seguro de si, César foi à reunião. No Senado foi morto por 23 facadas em conspiração articulada por 60 senadores. O episódio desencadeou clássicas consequências para o império romano. A principal delas foi a morte da República.
A partir dali, sobretudo no contexto nacional, o termo “idos de março” se tornou sinônimo de perigo, fracasso político, convulsão social e queda de governo.
Rio Claro, março de 2016.

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