A Coluna Comemorativa da República

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A Coluna Comemorativa da República

No dia 13 de dezembro, a Coluna Comemorativa da República, na Praça da Liberdade, que homenageia o feito dos rio-clarenses contra a dissolução do Parlamento e da Ditadura do Marechal Manuel Deodoro da Fonseca, completa cento e vinte e quatro (124) anos de implantação.
Proclamada a República, o Governo Provisório do Marechal Deodoro da Fonseca descontentou os diversos segmentos políticos brasileiros pelo seu cunho ditatorial.
Promulgada a “Constituição Política dos Estados Unidos do Brasil”, em 24 de fevereiro de 1891, o Congresso Nacional efetivou o Marechal Deodoro Presidente Constitucional e, como Vice-Presidente, o Marechal Floriano Vieira Peixoto. À frente do Ministério estava Henrique Pereira de Lucena (o Barão de Lucena), igualmente com imensa rejeição no Parlamento.
Acirrados conflitos entre o Legislativo e o Executivo resultaram na dissolução do Congresso. Destituídos dos seus mandatos, ultrajados pelo “Golpe de Estado”, os parlamentares impulsionaram um movimento de repulsa contra aquele regime ditatorial.
O movimento de abrangência nacional foi encampado pelo Almirante Custódio José de Mello, que comandava a Armada Brasileira (denominado “Revolta da Armada”, o episódio ocorrido em 23 de novembro de 1891). Ameaçada de bombardeio a cidade do Rio de Janeiro, então Distrito Federal (a bordo do Encouraçado Riachuelo, o Almirante estava sob ordens do Vice-Presidente), Deodoro renunciou, assumindo o Marechal Floriano.
À época, governava o Estado de São Paulo, o Dr. Américo Braziliense de Almeida Mello, contumaz seguidor do Marechal Deodoro.
O Deputado Alfredo Ellis (médico, agricultor e pioneiro na libertação dos escravos rioclarenses, casado com a sobrinha do Visconde do Rio Claro, José Estanislau de Oliveira) arregimentou um grupo de militância política, formado, dentre outros, por Paulino Carlos de Arruda Botelho, Jorge Tibiriçá Piratininga, Bernardino José de Campos Junior, Prudente de Morais, Manuel Ferraz de Campos Salles (Ministro da Justiça do governo provisório, futuro Presidente do Brasil, com família residente nesta cidade), Manuel de Morais Barros, Francisco Glycério e José Alves de Cerqueira César, que substituíram, à força, o Dr. Américo Braziliense.
A cidade de Rio Claro foi escolhida para sediar o “quartel general” da revolução. O movimento chefiado pelo Dr. Ellis, contou com o apoio do Coronel Marcello Nery Schmidt, Cândido do Valle, Benedicto Leite de Freitas Junior, Francisco de Arruda Camargo, Manoel Pessôa de Siqueira Campos, Coronel Joaquim Augusto de Salles e seu irmão Diogo, Andréas Schmidt, Arthur Vasquez, Sérgio Gurjão e do jornalista José David Teixeira. Em 13 de dezembro de 1891 foi ordenada a prisão do então Presidente da Câmara Municipal, Dr. Francisco Castro de Sá Barreto e de outras autoridades locais: Capitão José de Campos Negreiros, Benedicto de Oliveira, Francisco Ignácio da Fonseca, além de simpatizantes até mesmo monarquistas, como José Luís Borges (Segundo Barão de Dourados). Consequentemente, as Câmaras do Estado de São Paulo, filiadas ao governo ditatorial, foram dissolvidas. Temendo por suas vidas, as autoridades encerradas no quartel ordenaram ao destacado e respeitado comandante da força policial, Tenente Baptista Luz, que não fizesse oposição aos revoltosos. A rendição do destacamento deu-se na Praça da Liberdade, onde depostas as armas (carabinas da marca “Comblain”). Para assinalar o exato local do histórico acontecimento foi erguida a “Coluna Comemorativa da República”.
Nas festividades do centenário de nascimento do Senador Alfredo Ellis, em 19 de maio de 1950, feriado municipal, o então Prefeito Benedicto Pires Joly solicitou ao Escultor Vilmo Rosada a elaboração de projeto para construção de um monumento no Jardim Público que perpetuasse a tão ilustre figura daquele Senador. Tal iniciativa foi proposta pelo edil Oscar de Arruda Penteado.
Atualmente, o Monumento, tombado pelo CONDEPHAAT, sem conservação, deteriora; fissuras e vegetação alastram-se pela estrutura encrostada de sujeira.

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Perito Judicial em Arqueologia e Documentação Histórica
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