Há 496 anos começava a primeira circunavegação

O capitão da embarcação espanhola Trinidad, o português Fernão de Magalhães, saudou naquele 20 de setembro de 1519 os representantes do rei Carlos I no porto de Sanlúcar de Barrameda, na foz do rio Guadalquivir no oceano Atlântico, próxima a Cadiz, na Espanha.

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Junto da Trinidad iniciaram viagem outros quatro navios, Victória, Santiago, Concepción e San Antônio.
Sua missão: atingir as ilhas Molucas, ou as “ilhas das especiarias”, no Pacífico, mas deslocando-se pelo Oeste, através do oceano Atlântico. Em outras palavras, a expedição comandada por Fernão de Magalhães pretendia dar a volta ao mundo, realizar a primeira circunavegação, algo não apenas não tentado antes como impossível de saber se era possível. Seria o planeta uma esfera regular? Buy Toradol
Hoje faz, portanto, 496 anos da partida de Fernão de Magalhães. À última hora, um italiano, de família nobre, ao ouvir falar o que desejava a tripulação daquele grupo de caravelas, quando estava em Sevilha, onde na realidade a viagem começou, dias antes, prontificou-se até a pagar, e bons maravedis, moeda da época, para acompanhar os 235 tripulantes que embarcaram nos cinco navios. get cheap Cialis Soft
De família rica, Antonio Pigafetta estudou geografia, cartografia e astronomia. Mais que isso: gostava de escrever. E o fazia bem. Redigiu um diário durante os três anos de viagem que se tornou um documento da empreitada liderada por Magalhães. Quando regressaram a Espanha, no dia 8 de setembro de 1522, apenas 18 dos 235 embarcados estavam a bordo da única caravela que conseguiu voltar, a Victória. Magros, doentes, mas cumpriram a missão. Propranolol 80mg
Fernão de Magalhães? Morreu no dia 27 de abril de 1521, aos 41 anos. Pigafetta relatou o ocorrido. Depois de a expedição contornar a América do Sul pelo estreio que levaria o nome do comandante, Estreito de Magalhães, e entrar no Pacífico, permaneceu sem ver terra por mais de três meses. Os homens chegaram a se alimentar do couro dos calçados e bebiam água fétida. Premarin
Terra à vista, finalmente. Magalhães foi muito bem recebido pelo rei da ilha Cebu, Humabon, nas Filipinas. O monarca proveu as embarcações com alimentos, água, converteu seu reino ao catolicismo, além de reconhecer a autoridade do rei da Espanha, como impôs Magalhães, sempre lembrando-o dos canhões que carregava a bordo. Chegou a fazer demonstrações do que poderia fazer, ao dispará-los. Cytotec online
Na ilha vizinha, Mácta, contudo, o rei Cilapulapu não concordou com nada disso. O comandante português o ameaçou, mandando um informante dizer que abriria fogo e invadiria a ilha. Os nativos não tinham armas de fogo.
Cilapulapu respondeu a Magalhães que não iria se render. Com somente 60 homens, dentre os quais ele próprio, o comandante português desembarcou na praia de Mácta, revestido da sua armadura de metal, pois queria provar ao rei de Cebu sua invulnerabilidade. O que ele talvez não soubesse é que Cilapulapu contava com cerca de 1.500 guerreiros. Propranolol 20mg
Uma flecha envenenada acertou sua perna, desprotegida da armadura, depois o cercaram, bem como a parte dos 60 homens enviados ao combate, e o mataram com uma espada.
O restante da armada voltou a Cebu e logo partiu das Filipinas, a fim de se abastecer das especiarias nas Molucas, próximos de onde se encontravam, objetivo da expedição, antes de iniciar a viagem de volta a Espanha, pelo outro lado do mundo, através, agora, do oceano Índico para atingir o Atlântico novamente.
Da saída de Sevilha ao regresso, o grupo liderado inicialmente por Magalhães passou por todo tipo de provação, como fome, doenças, traições, deserções e até motim. Dentre as muitas proezas da expedição, no entanto, está a descoberta de que o mundo era uma esfera perfeita e do estreito que conecta, no extremo Sul da Argentina e do Chile, os oceanos Atlântico e Pacífico, facilitando a navegação, pois as embarcações passaram a evitar o temido Cabo Horn, mais ao Sul.
Vale lembrar que o Canal do Panamá, na América Central, destinado a ligar o Atlântico ao Pacífico, só foi inaugurado em 1914, ou quatrocentos anos depois da extraordinária empreitada de Fernão de Magalhães e seus bravos homens.

livio.oricchio@gmail.com

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