Apesar do atraso de verbas municipais Santa Casa mantém saúde financeira

Mesmo não contando há 8 meses com verbas municipais, a obra da Santa Casa será entregue, totalmente quitada
Trabalho de preparação do seu orçamento e projeção futura, faz com que a Santa Casa se mantenha saudável financeiramente
A última parcela da verba financeira do município de Rio Claro à Santa Casa de Misericórdia, aconteceu no mês de março de 2011. Mesmo com esta defasagem que equivale à média de R$ 271 mensais, o que colocaria a dívida total em aproximadamente R$ 2,168 milhões, a Santa Casa de Misericórdia de Rio Claro mantém o atendimento no mesmo nível, aos segurados do SUS, que hoje representam 72% de todo atendimento hospitalar daquele hospital filantrópico.
“Nós visualizamos lá atrás a necessidade de se criar uma fonte alternativa de rendimentos para a Santa Casa. Foi quando implantamos o projeto, que hoje já é realidade, do convênio Santa Casa Saúde que hoje nos permite mantermos o nível de atendimento SUS, mesmo sem as verbas recebidas”, comenta o Professor José Carlos Cardoso, provedor da Santa Casa de Misericórdia de Rio Claro.
Hoje a parceria entre Santa Casa de Misericórdia de Rio Claro e a Fundação Municipal de Saúde está na ordem de que a administração municipal se sente no DIREITO de encaminhar o paciente e a Santa Casa no DEVER de atendê-lo e pagar a conta.
Com uma receita estimada em R$ 4 milhões mensais, a Santa Casa conta com a maior parte de sua arrecadação vinda do Plano de Saúde com uma arrecadação de R$ 2,5 milhões. O restante da arrecadação DEVERIA vir dos repasses dos governos municipal, estadual e federal, referentes ao SUS.
Assim, as verbas municipais que tem deixado de entrar desde o mês de abril, representam aproximadamente 7% da arrecadação total da Santa Casa.
Mesmo assim, os pacientes SUS têm recebido o mesmo tratamento dentro da Santa Casa, sem prejuízo nenhum.
“Por culpa da Santa Casa não deixaremos o atendimento ao SUS ser prejudicado. Nem nas piores crises deixamos de atender a população e agora não vivemos nenhuma crise, muito pelo contrário”, explica Cardoso.
O atendimento SUS gera um prejuízo de 50% por tratamento aos hospitais que atendem este tipo de clientela. E isto tudo sabido pelo governo que não se resolve e deixa as coisas acontecerem.
Os hospitais, principalmente as Santas Casas, que não procuraram alternativas para sobreviverem a esta situação não passam por uma situação econômica de solidez.
“No Brasil hoje, acredito ser a Santa Casa de Misericórdia o único hospital filantrópico que esteja com a situação financeira saudável”, orgulha-se o provedor.
Tanto que em breve estará sendo entregue o novo prédio que abrigará um hospital moderno que terá atendimentos emergenciais, Pronto atendimento adulto e pediátrico 24 horas, Centros Cirúrgicos, UTI Adulto e Neonatal, Hemodiálise, Laboratórios. Até um anfiteatro que será usado para treinamentos estará a disposição em breve. .
“Esta é uma obra que está totalmente paga e não contou com nenhuma ajuda governamental, doações ou algo parecido. Foram todos recursos vindos do Plano Santa Casa Saúde”, finalizou o professor Cardoso.
Por culpa da Santa Casa, segundo disse o professor Cardos, não será que os pacientes SUS terão os serviços prejudicados. Mas é importante e urgente que as autoridades municipais cumpram com sua parte na pareceria.














