Vereador de São Paulo ataca presidente do Rio Claro FC
Eleito na última terça-feira (26) presidente do Rio Claro Futebol Clube com a promessa de pagar todas as dívidas e investir R$ 100 milhões, o empresário Carlos Alberto de Amorim Pinto foi classificado como “estelionatário” pelo vereador petista Carlos Neder.
No centro das discussões, está o fato de Amorim ter assumido a superintendência do Hospital Sorocabana, da Lapa, fechado desde o ano passado.
Veja abaixo material divulgado em maio pela assessoria do vereador Carlos Neder na página oficial do PT de São Paulo:
“A administração do prefeito Gilberto Kassab publicou decreto de utilidade pública, com o objetivo de desapropriar o imóvel do Hospital Sorocabana, da Lapa – fechado desde o ano passado, após crise financeira – para municipalizar e reabrir a unidade. Contudo, o decreto de Kassab é ilegal, pois o imóvel pertence ao governo estadual e não pode ser desapropriado pela prefeitura.
Essas denúncias foram encaminhadas ao vereador Carlos Neder, no exercício do mandato parlamentar, por cidadãos que se dispõem a depor em CPI ou em outras instâncias da Câmara Municipal, do Ministério Público e do Judiciário para comprová-las. Dados por eles oferecidos demonstram o risco iminente de Amorim aplicar o mesmo tipo de golpe no Hospital Sorocabana, unidade que recebeu mais de R$ 100 milhões da Prefeitura de São Paulo, além de verbas dos governos estadual e federal.
Processos
Carlos Alberto de Amorim Pinto possui extensa e polêmica ficha na Justiça, na qual responde a processos nos estados de São Paulo, Rio, Minas, Santa Catarina, entre outros. Também é considerado não idôneo pela Receita Federal, onde teve o CPF cancelado por duplicidade. Segundo informações recebidas pelo mandato Carlos Neder, Amorim responde a processos na Justiça por ter participado de irregularidades na gestão de diferentes hospitais.
Em Juiz de Fora (MG), Amorim foi denunciado à Polícia Federal pela tentativa de dilapidar patrimônio do Hospital HTO, na qual teria recebido auxílio de sua esposa, a advogada Regina Cláudia Scaramello Radlich Pinto. Regina Cláudia, por sua vez, responde processo por estelionato, falsidade ideológica, uso de documento falso e formação de quadrilha, na 5ª Vara Criminal do Rio de Janeiro. Já chegou, inclusive, a ser presa.
Já em São Caetano do Sul, Amorim atuou por meio de uma empresa chamada Imperiumm Bank, que arrendou o Hospital São Caetano, instituição que apresentava dificuldades financeiras há anos. Informações levantadas por uma CPI instalada na Câmara Municipal de São Caetano, sob a presidência do Vereador Edgar Nóbrega, demonstram que a Imperiumm Bank assumiu o hospital sem possuir capacidade financeira para tal encargo.
O esquema montado em São Caetano, e que também ocorreu em outros hospitais brasileiros, agora se repete na Lapa. O grupo ligado a Amorim, depois de sugar recursos públicos, promete aportar verbas privadas no hospital para reabri-lo em poucos dias. O próprio Amorim reconhece, entretanto, que a dívida com fornecedores excede a R$ 200 milhões e os salários dos que ali trabalharam, permanecem atrasados.”
(Com informações Libre Brasil)














